Punk, vocalista do Deadfish é vegano e não usa desodorante: "Uso bicabornato"

Igão e Mítico, do PodPah, entrevistaram Rodrigo Lima e  Ricardo Mastria da banda de hardcore Dead Fish (foto: Victor Curi/Divulgação Itaú)
Igão e Mítico, do PodPah, entrevistaram Rodrigo Lima e Ricardo Mastria da banda de hardcore Dead Fish (foto: Victor Curi/Divulgação Itaú)

Resumo da Notícia:

  • PodPah está fazendo entrevistas com convidados especiais direto do Rock in Rio

  • O vídeocast conversou com a banda punk Dead Fish, que completou 31 anos de carreira

  • Os próximos convidados são Pedro Sampaio e João Gomes

Com pouco mais de 30 anos de história no punk nacional, o DeadFish abriu os trabalhos no palco mais alternativo do Rock in Rio, o Arena Itaú. Com um grupo de fãs fieis e dedicados, a banda de Rodrigo Lima participou do podcast PodPah, ancorado por Igão e Mítico direito da área VIP da Cidade do Rock nesta sexta-feira (2).

Em conversa com os apresentadores, o vocalista e criador da banda fez revelações sobre a carreira e confessou que há muitos anos não usa desodorante. "Uso bicabornato de sódio e funciona para mim na maioria das vezes (riso). As pessoas que sentem às vezes... Sou vegano e uso coisas que não sejam testadas em animais, alguns produtos químicos e busco umas coisas naturais. Tem um desodorante vegano que é uma pedra transparente, mas para mim não funcionou. Ddeve ter algum outro que funciona, posso ter comprado errado", confessou Rodrigo.

Vegetariano desde os anos 90, antes mesmo da criação do DeadFish, o cantor contou como aderiu estilo de vida que preserva a vida animal em sua amplitude. "Sou vegano por conta do punk, do skate punk, dos zines. Comecei a receber zines comunistas, anarcopunks, indies e ia lendo. Em um dado momento já itnha lido uns zines sobre vegetarianismo e a postura de um vegetariano ecologicamente falando. Sobre o espaço que um bicho ocupa na cadeia, principalmente hoje (por causa da agropecuária). E adorava a feijoada da minha avó e depois de ler sobre tudo passei mal", lembrou.

Rodrigo e Ricardo Mastria, que foram entrevistados por Igão e Mítico, ainda comentaram sobre suas influências sonoras, cena musical dos anos 80/90 e histórias que marcaram os mais de 30 anos de carreira do grupo. O vocalista lembrou da primeira turnê do grupo que aconteceu pelo sul do país. Foram diversas cidades em um van e comendo lanches de estrada, sem muito dinheiro.

O capixaba ainda ressaltou que o rockeiro atualmente está tendo uma percepção diferente do que prega o ritmo. "O rock se tornou um cara de idade média equivocado em muitos aspectos. Mas a nossa cultura do punk está aí para fazer as coisas diferentes", ressaltou. "Mas existe uma nova geração, de 18 e 19 anos, que curte funk, curte rap, curte hardcore. é uma galera", completou Ricardo.