Museus reabrem na Suíça e Edward Hopper reencontra seu público

Por Eloi ROUYER
Visitante contempla obra do pintor americano Edward Hopper "Gasolina", em 15 de maio de 2020, na Fundação Beyeler, em Riehen, perto da Basileia

A Suíça reabriu seus museus, após a pandemia de coronavírus, e o público pôde voltar a contemplar a obra de Edward Hopper, considerado "o pintor do momento", com seus personagens solitários e seus espaços vazios, exposta pela Fundação Beyeler.

Situado perto da Basileia, no noroeste da Suíça, este Museu de Arte Contemporânea teve de interromper, em meados de março, a exposição dedicada ao artista americano.

Assim como outras instituições culturais no país, reabriu as portas, dentro do desconfinamento progressivo, para receber os visitantes - alguns de máscara.

Eventualmente, um vigia do museu intervém para evitar um número excessivo de visitantes em uma mesma sala.

O museu se submeteu às medidas de proteção impostas pelas autoridades, como distanciamento social, máscaras, ou protetores em plexiglas para seus funcionários, entradas e saídas separadas, bilhetes com horário de visita imposto e número diário limitado de visitantes.

Antes do confinamento, a exposição recebia mais de 800 pessoas por dia. Agora, o limite é de 300, informa a Fundação.

"É um verdadeiro alívio para nós também que o museu tenha reaberto. Estamos entrando lentamente em uma espécie de rotina técnica que deve nos permitir recuperar certa normalidade", afirma o curador da exposição, Ulf Küster.