Museu da Diversidade Sexual fica sem direção após meses de brigas e paralisia

*Arquivo* São Paulo, SP, 24.01.2018 - Franco Reinaudo, diretor do Museu da Diversidade Sexual e João Silvério Trevisan, escritor. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
*Arquivo* São Paulo, SP, 24.01.2018 - Franco Reinaudo, diretor do Museu da Diversidade Sexual e João Silvério Trevisan, escritor. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em resolução publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial do Estado de São Paulo, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa paulista encerrou o contrato com o Instituto Odeon, que administrava o Museu da Diversidade Sexual. A decisão dá dez dias para que outras organizações sociais manifestem interesse junto à pasta em gerir o espaço cultural.

O museu, que fica na estação República do metrô, está fechado desde 29 de abril, por causa de uma decisão judicial. Num despacho, o desembargador Carlos Otávio Bandeira Lins determinou a suspensão do contrato com o Instituto Odeon, questionando a regularidade do acordo vigente até o momento. Com isso, o museu teve um vácuo em sua gestão, sendo forçado a paralisar as atividades.

A decisão da Justiça se deu após manifestação, em abril deste ano, do deputado estadual conservador, Gil Diniz, do PL, conhecido como Carteiro Reaça. Ele se mostrou queixoso com a destinação de R$ 30 milhões para a gestão de um museu, que tem o objetivo de celebrar a cultura LGBTQIA+. Parte da verba seria utilizada para uma reforma de ampliação do espaço.

Em maio, a Bancada Feminina do Psol já havia protocolado uma ação popular, pedindo a reabertura do Museu da Diversidade Sexual.

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