Murilo Benício sobre ‘O Clone’: “Importante pra eu assumir um outro lugar como ator”

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 Murilo Benício e Giovana Antonelli eram os protagonistas Lucas e Jade, que viviam um amor proibido. Mas outros núcleos da novela ficaram na memória – como a dependência química de Mel, interpretada por Débora Falabella. (Foto: Reprodução/ TV Globo)
Murilo Benício e Giovana Antonelli eram os protagonistas Lucas e Jade, que viviam um amor proibido. Mas outros núcleos da novela ficaram na memória – como a dependência química de Mel, interpretada por Débora Falabella. (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Sucesso há 20 anos, ‘O Clone’, novela que será reexibida no Vale à Pena Ver de Novo pela quarta vez, na Rede Globo, volta ao ar nesta segunda-feira, 4, para alegria dos fãs e dos atores que comemoraram a escolha da trama. O ator Murilo Benício, protagonista que interpretou os três personagens, os gêmeos Lucas e Diogo, este que em consequência de um acidente morre logo no início da trama, e o clone Léo, recordou com orgulho de ter participado.

Importante na carreira do ator, ‘O Clone’ marcou uma geração, e consequentemente impactou na trajetória profissional do elenco. “É difícil a gente se enxergar dessa forma. Eu acho que a novela foi marcante. Todos os atores ficaram muito lembrados. Mas foi definitivamente uma novela importantíssima para eu assumir um outro lugar como ator”, disse.

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Sobre os personagens da trama, Murilo recorda sobre todo o processo de construção, tanto dos gêmeos Lucas e Diogo, quanto de Léo. “Eu lembro que foi difícil porque o Lucas era um personagem apagado - era para ser assim – e o Léo demorava para entrar na trama, então eu passei um tempo só fazendo o Lucas, que era um cara mais introspectivo. Era para ser assim porque o Diogo tinha que ser aquele cara solar que morreria num acidente e, por conta dessa perda, acendia no Albieri (Juca de Oliveira), que era um cientista, a vontade de trazer o afilhado de volta, de tão querido que ele era. A personalidade do Lucas fez com que ficasse mais pesado o fardo de ele ter sido o filho que ficou”.

Questionado se pretende rever a novela, enfático, ele disse que é bastante autocrítico com trabalho novo, não com antigo. “Parece que é ver outra pessoa quando eu assisto a um trabalho muito antigo meu. Então, dói menos. Mas eu não sou daqueles que curtem ver, não. Eu acho incrível as pessoas que acabam uma cena e correm para o monitor para ver como foi, para entender como podem melhorar. Eu fico meio sem graça com essa minha luta contra me ver, mas tenho certeza de que existem outros atores iguais a mim”, explica.

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