Mulheres de Picasso se suicidaram e passaram por eletrochoque; conheça casos

MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - Morto há meio século, o pintor Pablo Picasso é tanto reverenciado por sua arte, celebrada em mais de 50 mostras ao redor do mundo neste ano, quanto criticado por seu tratamento das mulheres.

O espanhol foi casado com duas mulheres, mas teve inúmeras amantes, ao menos oito delas retratadas em seus quadros. Segundo relatos, ele costumava marcar com duas ao mesmo tempo para que se encontrassem em seu ateliê e brigassem por ele.

Ativistas têm promovido protestos no Museu Picasso, em Barcelona, para denunciar o lado misógino do artista. Alunas de uma escola de arte foram à instituição vestindo camisetas onde se lia "Picasso agressor" e "Picasso abusador de mulheres".

Uma delas trazia nas costas o nome de oito amantes do pintor -Eva Gouel; Olga Khokhlova, a primeira mulher, que foi abandonada por ele; Fernande Olivier; Marie-Thérèse Walter, que se matou; Françoise Gilot, a única que o deixou; Geneviève Laporte; Jaqueline Roque, a segunda mulher, que também se suicidou anos após a morte do artista; e Dora Maar, que passou por tratamento de eletrochoque.

Segundo a professora María Llopis, Maar era uma fotógrafa renomada em Paris quando foi desestimulada por Picasso a seguir na profissão.

"Eles se relacionaram e Picasso a incentivou a abandonar a fotografia, na qual era respeitada, e começar a pintar, no que ela não se destacava. Várias biografias de Picasso descrevem como ele a deixava inconsciente após espancamentos."