Mulheres lideram Wakanda em meio a turbulências na sequência de "Pantera Negra"

A atriz Lupita Nyong'o na esstreia de "Pantera Negra: Wakanda Forever", em Londres.

Por Lisa Richwine

LOS ANGELES (Reuters) - No início da sequência de "Pantera Negra", o inovador filme da Marvel de 2018, o reino de Wakanda está cambaleando.

O amado Rei T'Challa morre na abertura de "Pantera Negra: Wakanda Forever", uma mudança de roteiro feita depois que o ator Chadwick Boseman faleceu de câncer em 2020, pouco antes do início das filmagens da sequência.

A Marvel Studios, unidade da Walt Disney Company, decidiu não escalar outro ator para o papel de T'Challa. Em vez disso, o escritor e diretor Ryan Coogler criou um novo filme, que colocou as personagens femininas em primeiro plano.

"T'Challa cercou-se de mulheres poderosas", disse a atriz Letitia Wright em entrevista antes do lançamento global do filme, que começa na quarta-feira. "Nós vemos essas mulheres neste filme entrarem em outro nível de liderança, juntas."

"Pantera Negra" inovou como o primeiro filme de super-herói com um elenco predominantemente negro. O filme arrecadou 1,3 bilhão de dólares nas bilheterias mundiais e se tornou o único filme de super-herói já indicado para melhor filme no Oscar.

Wright interpreta Shuri, irmã de T'Challa e uma cientista talentosa que "prefere ficar em seu laboratório e enterrar sua dor na tecnologia", disse a atriz. Um empurrão da rainha Ramona (Angela Bassett) e o surgimento de uma ameaça externa levam Shuri à ação.

Ajudando-a a navegar em Wakanda através do luto e da ruptura estão a guerreira Okoye (Danai Gurira) e a superespiã Nakia, interpretada por Lupita N'yongo.

"As mulheres têm equidade com os homens" em Wakanda. "Há apenas uma maneira fácil de manter o poder", disse N'yongo.

"Acho que é um bom exemplo para nós no mundo em que vivemos, que não deveria ser algo extraordinário as mulheres estarem no comando. Elas são muito capazes", acrescentou.

(Reportagem de Lisa Richwine)