Mulher usa mais de 500 injeções para manter gestações e mostra as agulhas em ensaio com os bebês

Reprodução/Facebook/Claudia Oseki Fotografia/Viviane Kim

Todo esforço merece uma recompensa e Viviane Kim, de Mogi das Cruzes, sabe bem o que é isso. Por conta do diagnóstico de trombofilia, a fisioterapeuta de 37 anos precisou tomar injeções diárias durante as gestações de Beatriz e Lucas para evitar a coagulação do sangue.

Viviane já possui uma filha de 12 anos e a gravidez havia sido tranquila, sem que a doença se manifestasse. Foi em sua segunda gestação que as complicações surgiram e o filho Felipe nasceu prematuro aos 6 meses e acabou falecendo após 15 dias.

Foi aí que ela começou a buscar a causa do ocorrido, descobrindo então a trombofilia. Mesmo com todos os riscos, Viviane decidiu tentar engravidar por mais duas vezes e o tratamento foi longo e acompanhado de perto por sua médica, Venina Viana de Barros.

A médica explica que o distúrbio aumenta o risco de trombose, que é o entupimento das veias. Na gestação de Beatriz, foram usadas 280 injeções que Viviane aplicava sozinha até o fim da gravidez, quando precisou da ajuda do marido e da filha mais velha.

Reprodução/Facebook/Claudia Oseki Fotografia/Viviane Kim

Tudo correu normalmente e a menina chegou ao mundo saudável com 2,5 quilos e 45 centímetros. Nove meses após o nascimento de Beatriz, Viviane decidiu que queria continuar a família, com o enorme desejo de ter um menino -uma vez que já havia perdido um.

Ela e o marido procuraram a médica mais uma vez e deram início ao tratamento para a chegada de Felipe -o que resultou no uso de mais 310 injeções. O menino também chegou ao mundo com saúde pesando 2,630 quilos e 45,5 centímetros. Depois de tantas batalhas, a família resolveu realizar um ensaio com os bebês usando todas as agulhas como cenário para comemorar.