Mulher descobre que ‘pelo encravado’ era, na verdade, um câncer raro

Marisa Strupp. Imagem via Instagram.

Uma mulher ficou chocada ao descobrir que o que acreditava ser um pelo encravado em sua área genital era, na verdade, um câncer de vulva em estágio II.

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Marisa Strupp, de Wisconsin, Estados Unidos, consultou seu médico de família após descobrir uma protuberância na parte interna de seus lábios vaginais. Apesar de ouvir que o caroço “não era nada sério”, o médico recomendou uma consulta a um ginecologista para removê-lo.

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Em agosto de 2018, Marisa, de 29 anos, consultou seu ginecologista, que removeu a protuberância e enviou para ser examinada. Os resultados do exame mostraram que o que não parecia nada era um melanoma vulvar em estágio II.“Quando recebi o diagnóstico, fiquei horrorizada, assustada e paralisada de medo,” disse Marisa ao Metro. “Nunca na minha vida eu havia ouvido falar sobre o melanoma vulvar”.

De acordo com a American Cancer Society, o melanoma vulvar costuma se apresentar como uma protuberância localizada ao redor da vulva, especificamente no clitóris, nos grades lábios e nos pequenos lábios. Embora inicialmente possa parecer que se trata de uma verruga, a protuberância pode ser dolorosa, coçar e até sangrar.

Assim como ocorre com outras formas de melanoma, é importante ficar atento a qualquer pinta que apareça no corpo para checar se há indícios de assimetria, bordas irregulares, mudanças de cor ou variações no tom, além de alterações no tamanho e na forma.

O melanoma vulvar representa menos de 2% de todos os casos de melanoma, mas costuma passar despercebido; isso faz com que os autoexames de rotina e as consultas regulares ao ginecologista sejam cruciais para a saúde vaginal.

Marisa passou por uma cirurgia para remover o tumor, que havia se espalhado para os gânglios ao redor da vulva, fazendo com que o câncer recebesse a classificação de estágio III. Um processo de recuperação doloroso e debilitante a confinou a uma poltrona reclinável, e os médicos prescreveram 12 sessões de imunoterapia para ajudar a erradicar o câncer.

A gerente de projetos revelou que o diagnóstico fez com que ela se sentisse “solitária”, e ela sentiu a necessidade de se conectar com outras mulheres que tivessem enfrentado a mesma forma rara de câncer.

Marisa usou o Instagram para documentar sua jornada, e desde então criou relacionamentos com mulheres de todo o mundo que estão enfrentando diagnósticos semelhantes da doença. “Nem todas têm o meu tipo específico de melanoma; algumas têm melanoma e outras estão começando suas sessões de imunoterapia e querem saber o que podem esperar,” explicou a jovem. “Ou talvez elas só queiram encontrar alguém com quem possam conversar sobre os efeitos colaterais, alguém que seja capaz de entendê-las”.

Marisa agradece aos seus familiares e amigos, incluindo seu namorado Stojan, que deixou seu emprego na Áustria para estar ao seu lado, por ajudá-la a lidar com o diagnóstico. Embora a jornada rumo à recuperação tenha sido longa, Marisa celebrou recentemente o fato de estar finalizando a rodada de imunoterapia. Ela quer compartilhar sua história para aumentar a conscientização em relação ao câncer vulvar, e para que as mulheres saibam que não estão sozinhas.