Com covid-19, Flávia Viana segue amamentando; é seguro?

·3 minuto de leitura
Fávia Viana, o marido Marcelo Zangrandi e o filho Gabriel. Foto: Reprodução/Instagram @flavia_viana
Fávia Viana, o marido Marcelo Zangrandi e o filho Gabriel. Foto: Reprodução/Instagram @flavia_viana

Diagnosticada com covid-19, a ex-BBB e apresentadora Flávia Viana contou em seu Instagram que foi orientada pela pediatra a continuar amamentando seu filho Gabriel, de sete meses. "Assim eu passo imunoglobina para ele, deixando ele bem fortão", disse em vídeo.

É sempre importante consultar-se com um especialista, mas a recomendação geral da OMS (Organização Mundial de Saúde) e da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) é que se mantenha, sim, a amamentação mesmo se a mãe for infectada.

Leia também

“O SARS-Cov-2 não passa pelo leite, por isso indicamos que a mãe siga fornecendo-o direto do peito, sem a necessidade de retirar pela mamadeira, contanto que ela siga as medidas de segurança como usar máscara e lavar bem as mãos”, aponta Lucas Fadel Monteiro dos Santos, coordenador da UTI Pediátrica e Neonatal da Santa Casa de São José dos Campos.

O especialista aponta que os benefícios superam em muito os riscos, já que os anticorpos que o corpo da mãe começa a produzir após entrar em contato cm o vírus, sim, passam para o bebê.

“Ainda que não seja uma imunidade permanente, pode proteger o bebê do coronavírus por algum período. Isso também acontece com uma gripe comum, por exemplo. O leite materno passa os anticorpos contra aquilo com o que a mãe já teve o contato. É por isso que bebês amamentados no peito não costumam ficar facilmente doentes.”

Pela idade do filho de Flávia, a amamentação natural ainda é importante. “A OMS recomenda a alimentação exclusiva pelo leite até os seis meses, mas para uma criança de sete meses, ela continua protegendo e sendo importante para o seu desenvolvimento. A única diferença é que ele já deve ser complementado com outros alimentos, como papinha salgada ou de frutas, até os dois anos”, esclarece Hamilton Robledo, pediatra especialista em amamentação da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

Mesmo para os recém-nascidos de mães infectadas a troca é considerada segura. “Separar o bebê da mãe nessa fase é muito difícil. Se a paciente pode amamentar normalmente, é melhor para ambos”, diz Santos, que afirma não ter atendido nenhum bebê que tenha sido contaminado pela mãe na Santa Casa de São José dos Campos.

Caso a mãe não se sinta confortável ou esteja muito abatida pelos sintomas, retirar o leite também é uma opção. “Aquelas que têm muita tosse ou sentem mal-estar podem usar a bomba de amamentação e oferecer o alimento por meio do pai ou outra pessoa que esteja saudável”, explica Robledo.

Cuidados necessários

De acordo com o médico Hamilton Robledo e informações da SBP, mães infectadas pelo coronavírus, devem:

• Usar máscara facial (cobrindo completamente nariz e boca) durante as mamadas e evitar falar ou tossir durante a amamentação;

• Trocar a máscara imediatamente em caso de tosse ou espirro ou a cada nova mamada;

• Para a limpeza, as máscaras de pano devem ser deixadas de molho em água sanitária e depois de secas, passadas com ferro quente;

• Lavar com frequência as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos, antes de tocar o bebê ou antes de retirar o leite materno (extração manual ou na bomba extratora). Se não for possível, higienizar as mãos com álcool em gel 70%;

• No quarto, deve-se manter a distância mínima de um metro entre a cama da mãe o berço do bebê;

• Para maior segurança, os cuidados devem ser mantidos até 20 dias após o início dos sintomas.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos