Motoboy morre baleado e amigo suspeito mente para a polícia

Colaboradores Yahoo Notícias
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O motoboy Carlos Vinicius dos Santos, de 24 anos, foi baleado pelo amigo e morreu em Mongaguá, no litoral de São Paulo. O suspeito mentiu para a polícia sobre o envolvimento no óbito, mas depois alegou ter disparado um tiro acidental.

A versão inicial era de que o motoboy havia sido abordado por dois criminosos e que, em certo momento, um deles efetuou um disparo de arma de fogo contra ele. Os amigos relataram que foi acionado o socorro, mas a ambulância demorou e ambos colocaram a vítima no carro. A caminho do hospital, encontraram uma viatura policial, que os escoltou até o pronto-socorro, onde Carlos Vinicius não resistiu e morreu.

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O delegado desconfiou da versão dos amigos de Carlos, que entraram em contradição algumas vezes. Com base nos relatos, os policiais retornaram ao local do crime apontado pelos suspeitos e ouviram moradores e veranistas da região. Eles também realizaram buscas por câmeras particulares que pudessem ter captado imagens que auxiliassem nas investigações.

Segundo a Polícia Civil, ao serem interrogados novamente, os turistas alteraram a versão apresentada no início. Os policiais descobriram que o amigo de Carlos, de 32 anos, foi o responsável pelo disparo que atingiu a vítima de forma fatal. Eles eram moradores de Diadema (Grande São Paulo).

A polícia iniciou a investigação de latrocínio e descobriu que, na verdade, houve um homicídio. Foi realizado exame residuográfico nas mãos dos dois rapazes que presenciaram o crime, bem como na vítima. Com as investigações, os policiais constataram que o local apontado pelos amigos do motoboy não foi onde o crime realmente ocorreu. Eles teriam alterado o local dos fatos, induzindo o perito ao erro.

Segundo os investigadores, ele confessou que realizou um único disparo, de forma acidental, em direção ao motoboy. Os suspeitos afirmam que deram uma versão inicial diferente porque ficaram em “choque” depois do ocorrido.

O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para realização de exame necroscópico, já que foi detectada mais de uma lesão, o que faz a polícia suspeitar que os envolvidos ainda não tenham relatado tudo o que aconteceu naquele dia. A Polícia Civil prossegue com as investigações, pois suspeita que o tiro possa não ter sido acidental.

O delegado prendeu autor do disparo em flagrante por homicídio. Porém, a Justiça concedeu a liberdade ao suspeito, afirmando que a decisão ocorreu porque ele ajudou a socorrer o amigo. Segundo a polícia, ele não tinha porte de arma de fogo. Já o homem de 28 anos, o outro amigo do motoboy, responderá por fraude processual por ter mentido durante o depoimento.

As informações são do portal G1.