Após morte brutal de negro no RS, internautas cobram Carrefour e relembram casos polêmicos da rede

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Corpo de representante de vendas que morreu enquanto trabalhava unidade do Carrefour no Recife foi coberto com guarda-sóis -  Foto: Reprodução/Redes Sociais
Corpo de representante de vendas que morreu enquanto trabalhava unidade do Carrefour no Recife foi coberto com guarda-sóis - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Depois de dois homens brancos terem espancado até a morte um homem negro em uma unidade do Carrefour em Porto Alegre (RS), o nome da grande rede de supermercados apareceu entre os temas mais comentados nas redes sociais na manhã desta sexta-feira (20), dia da Consciência Negra. Revoltados, internautas cobram punições ao grupo e relembram episódios polêmicos que já ocorreram em unidades ao redor do Brasil.

No caso mais recente, ocorrido na noite desta quinta-feira (19), dois homens (um segurança da loja e um policial militar) espancaram um homem negro até a morte no estacionamento de uma das unidades da capital gaúcha. A dupla foi presa e o crime está sendo investigado como homicídio qualificado.

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Em nota, o Carrefour informou que lamenta profundamente o caso e que já foi iniciada uma rigorosa apuração interna sobre o caso. A rede alega ter tomado providências para que os responsáveis sejam punidos legalmente.

A rede de supermercados atribuiu o episódio aos seguranças e diz que irá romper o contrato com a empresa que responde pelos funcionários que agrediram João Alberto até a morte. O Carrefour classificou o episódio como ato criminoso.

Imagens do crime circulam nas redes sociais, veja a seguir (as imagens possuem conteúdo que pode ser perturbador para algumas pessoas):

Internautas relembram casos passados

Em agosto deste ano, um representante de vendas morreu enquanto trabalhava em uma unidade da rede Carrefour no Recife. Ele teve o corpo coberto com guarda-sóis e cercado por engradados de cerveja e tapumes improvisados entre as gôndolas. Mesmo com o corpo no chão do estabelecimento, a loja seguiu funcionando normalmente, fato que gerou revolta nacional.

O homem que morreu de infarto não trabalhava para o Carrefour, mas era funcionário de uma empresa de alimentos e trabalhava no momento de seu falecimento.

Após a repercussão negativa, o Carrefour alegou que os 'protocolos para que as lojas sejam fechadas quando fatalidades como essa aconteçam já foram alterados'.

Outro caso que ganhou visibilidade nacional foi a morte de um cachorro no final de novembro do ano passado em uma unidade de Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo. Um segurança da loja agrediu o animal utilizando uma barra de ferro.

O Carrefour foi condenado a pagar R$ 1 milhão por conta dos maus-tratos cometidos pelo segurança. O supermercado assumiu a obrigação de depositar o dinheiro em um fundo a ser criado pela municipalidade de Osasco. O Ministério Público de São Paulo destinou a indenização a órgãos que atuam na causa como um hospital veterinário, ONGs e demais entidades do município.