Morreu José Luis Cuerda, autor de clássicos do cinema espanhol

(2008) José Luis Cuerda posa com a atriz Maribel Verdú em Madri

O cineasta José Luis Cuerda, autor de filmes considerados clássicos do cinema espanhol, como “Amanece que no es poco” e “A língua das mariposas”, morreu nesta terça-feira, anunciou a Academia de Cinema.

“Morre o diretor, roteirista, produtor e escritor José Luis Cuerda, responsável por títulos como ‘Amanece que no es poco’ e ‘A floresta encantada’, além de vencedor de dois Prêmios Goya”, escreveu a Academia no Twitter.

O diretor, com uma carreira prolífica de quinze filmes em quatro décadas, tinha 72 anos.

O grande público o conheceu com “A floresta encantada”, uma adaptação do romance homônimo de Wenceslao Fernández Flórez, que ganhou cinco prêmios Goya em 1988, incluindo o de melhor filme.

“O que escrevo geralmente é cheio de ocorrências que podem parecer bobagens, mas que nascem do que acontece; elas são tão reais quanto a própria realidade”, afirmou o cineasta ao jornal El País.

“A língua das mariposas”, uma história emocionante entre uma criança e seu professor peculiar (Fernado Fernán Gómez) na Galiza em 1936, recebeu treze indicações para o Goya em 2000, embora só tenha ganhado o prêmio por melhor roteiro adaptado.

Mais tarde, dirigiu filmes como “A educação das fadas” (2006) e “Os girassóis cegos” (2008), com o qual também ganhou o Goya de melhor roteiro adaptado.

Seu último filme foi "Tempo depois", lançado em dezembro de 2018 e definido pelo diretor como uma sequência de "Amanece que no es poco".