Morre o crítico Rubens Ewald Filho, aos 74 anos

(Imagem: reprodução Facebook)

Rubens Ewald Filho, crítico de cinema mais famoso do Brasil, morreu aos 74 anos nesta quarta-feira (19). Ele estava internado desde o dia 23 de maio no Hospital Samaritano após sofrer um desmaio e cair de uma escada rolante num Shopping na grande São Paulo. Foi então levado à Unidade de Terapia Intensiva para tratamento cardiológico e das fraturas decorrentes da queda.

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Nascido em Santos em 7 de março de 1945, Ewald Filho desenvolveu a paixão pelo cinema desde criança, quando começou a recortar as notícias que via no jornal sobre os grandes filmes, atores e atrizes. Ainda na infância, passou a anotar num caderninho informações sobre tudo que assistia, o que ajudou a se tornar uma enciclopédia do tema.

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Contava ter cursado quatro faculdades simultâneas: Jornalismo, Direito, História e Geografia. Nada estranho para quem dizia assistir a mais de um filme ao mesmo tempo, em casa, para dar conta de estar atualizado com todos os lançamentos.

Começou a carreira de crítico no jornal A Tribuna, de sua cidade natal, nos anos 60. De lá, migrou para a capital paulista, quando passou a escrever para O Jornal da Tarde.

Sua imagem se tornou conhecida pelo grande público quando foi contratado pela TV Globo, sendo presença constante nas transmissões do Oscar desde 1985. Comentou a festa mais tradicional do cinema também nos canais SBT e TNT, onde esteve nos últimos anos.

Escreveu para alguns principais veículos do país, como Veja e Folha de S. Paulo. Foi diretor geral de produção e programação da HBO Brasil e do Cinemax e curador do Festival de Gramado.

Também se arriscou como autor, tendo escrito as novelas ‘Éramos Seis’ (a versão original, de 1977, e o remake exibido pelo SBT em 1994), ‘O Pátio das Donzelas’ 1982, na TV Cultura) e ‘Casa de Pensão’ (1982, também na Cultura), entre outras. No teatro, dirigiu peças como ‘O Amante de Lady Chatterley’, ‘Querido Mundo’ e ‘Doce Veneno’.

Para toda uma geração de cinéfilos, Rubens Ewald Filho foi sempre uma referência quando o assunto era a sétima arte. Quis o destino que ele nos deixasse no dia 19 de junho, data em que é celebrado o Dia do Cinema Brasileiro.