Morre Rochelle Costi, artista visual que reinventou a fotografia com escala insólita

*ARQUIVO* São Paulo, SP, 13.07.2005: A artista plástica Rochelle Costi em seu ateliê no Instituto Tomie Ohtake. (Foto: Luiz Carlos Murauskas/Folhapress)
*ARQUIVO* São Paulo, SP, 13.07.2005: A artista plástica Rochelle Costi em seu ateliê no Instituto Tomie Ohtake. (Foto: Luiz Carlos Murauskas/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Morreu, vítima de um atropelamento na tarde deste sábado, em São Paulo, a artista plástica Rochelle Costi. Um dos nomes mais destacados da arte contemporânea do país, ela participou da Bienal de São Paulo e se notabilizou pelo trabalho fotográfico em que reinventa a escala de cenários domésticos.

Ela deixava o Museu da Imagem e do Som, na avenida Europa, na zona oeste paulistana, quando foi atingida por um motoqueiro. O lugar do acidente é perto de onde Marcelo Fromer, da banda Titãs, foi atropelado, também por um motociclista, em 2001 —ele morreu pouco depois em decorrência dos ferimentos.

Costi, que tinha 61 anos, chegou a ser socorrida e levada ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos. Ela estava acompanhada da irmã, Simone, no momento do acidente.

Nascida em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, Costi ganhou projeção no cenário artístico do país a partir da década de 1990, quando participou de mostras importantes como o Panorama da Arte Brasileira, do Museu de Arte Moderna de São Paulo, e da Bienal do Mercosul, em Porto Alegre.

Vencedora do prêmio Marcantônio Vilaça, mais importante láurea das artes visuais no país, Costi participou uma segunda vez da Bienal de São Paulo, em 2010, e teve seu trabalho exibido em mostras coletivas nas mais importantes instituições do país, como o Museu de Arte de São Paulo, o Masp, a Pinacoteca do Estado de São Paulo e o Instituto Inhotim, em Minas Gerais. Sua obra integra a coleção permanente de todos esses espaços.