Morre Cynthia Plaster Caster, que moldou o pênis de astros como Jimi Hendrix em gesso

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A artista Cynthia Albritton, de 74 anos, conhecida pelo apelido de Cynthia Plaster Caster e por ter eternizado o pênis de estrelas do rock como Jimi Hendrix e Wayne Kramer em gesso, morreu na última quinta-feira (21).

A informação foi confirmada por um de seus representantes à revista Variety. Segundo a fonte, ela tinha uma doença há um longo tempo.

Além dos falos de outras estrelas como Pete Shelley, do Buzzcocks, e Jello Biafra, do Dead Kennedys, ela também registrou seios de cantoras como Laetitia Sadier, do Stereolab, e Sally Timms, dos Mekons e Peaches, no material.

Nascida em 1947, em Chicago, a "groupie" --termo usado para designar fãs que perseguem seus ídolos, muitas vezes criando um envolvimento amoroso com eles-- começou sua arte inusitada em 1968 com uma amiga e com o apoio do roqueiro iconoclasta Frank Zappa. Ele não foi seu modelo, mas confiou em sua arte e ajudou-a a mudar-se para Los Angeles e ter maior repercussão com suas ideias. Seu primeiro modelo, inclusive, foi o próprio Hendrix.

Os trabalhos eram feitos com o alginato, um produto então usado por dentistas. No caso dos pênis, eles ficavam eretos até que desse forma ao molde e, já flácidos, saíssem. A coleção da artista, que ainda ampliou seu escopo para cineastas, chegou a cerca de 50 pênis.

Do ponto de vista artístico, Cynthia, de alguma forma, revelou alguma vulnerabilidade feminina ao se deparar com contratempos com artistas como Peter Tork ou Wayne Kramer, cujos moldes acabaram sendo um tanto curtos, como ela mesma lembrou em uma entrevista ao jornal Chicago Reader, em 2002. "Fiquei chocada e encantada ao descobrir que eles eram tão inseguros quanto eu", afirmou ela.

A primeira exposição com seus moldes foi feita apenas em 2000, mesma época em que ela decidiu começar a registras os seios das mulheres como um movimento igualitário.

Seu trabalho foi homenageado em músicas como "Five Short Minutes", de Jim Croce, e "Plaster Caster", da banda Kiss. Ainda estrelou documentários como "Plaster Caster", de 2001, e "My Penis and I" --ou meu pênis e eu--, de 2005. No primeiro desses filmes, a escritora Camille Paglia relembra como "as feministas da época [anos 1970] tinham uma visão muito obscura do que ela estava fazendo, achavam que era degradante".

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