Relembre carreira de Vanusa, uma das mais influentes vozes da MPB

Patrick Monteiro
·3 minuto de leitura
Vanusa morre aos 73 anos (Thiago Duran/Agnews)
Vanusa morre aos 73 anos (Thiago Duran/Agnews)

Considerada uma das mais influentes vozes da música popular brasileira, Vanusa morreu, aos 73 anos, neste domingo (8), numa casa de repouso em Santos (SP). Segundo comunicado divulgado pela família, a causa da morte foi uma insuficiência respiratória. Recentemente, a cantora chegou a ficar 32 dias internada no no Complexo Hospitalar dos Estivadores por conta de uma pneumonia.

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A carreira de Vanusa começou com sucesso nos anos 70 junto com outros cantores de Jovem Guarda. Ela foi lançada ao estrelato por Eduardo Araújo e desde então se firmou como uma grande cantora romântica.

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Afinadíssima e com uma voz dramática, a cantora já chegou ao mercado com um excelente retorno para as canções “Sonhos de um Palhaço” e “Mudanças”. Mas “Manhãs de Setembro”, de 1973, foi seu auge e ganhou a boca do público por todo o país.

Romântica como as outras, a música traz um discurso político bastante forte que passou desapercebida aos censores da ditadura militar que comandava o país a mãos de ferro. “Fui eu que em primavera só não viu as flores”, diz a letra em referência a uma canção censurada de Geraldo Vandré.

Além de interprete, Vanusa é uma das grandes compositoras da música brasileira. Ela assina sucessos como “Manhãs de Setembro”, "Mundo Colorido", "Perdoa", "Eu não quis Magoar Você”, "Rotina", “Pode Ir Embora” e "Espelho".

Com quase 60 anos de carreira, e 20 álbuns, o último de inéditas foi lançado em 2015 e produzido por um grande fã: Zeca Baleiro. “Vanusa Santos Flores”, seu nome de batismo, dá título ao trabalho.

Vida Pessoal

Vanusa é mãe de três filhos: Amanda, Aretha e Rafael. As duas primeiras são fruto de sua união com o também cantor Antônio Carlos e Rafael de seu segundo marido, Augusto César Vanucci. Rafael Vanucci foi o vencedor da segunda edição do histórico reality ‘Casa dos Artistas’, do SBT.

Mas a cantora já revelou ter tido, ao todo, seis casamentos. Em entrevista a revista ‘IstoÉ Gente’ ela revelou ter sofrido violência doméstica em algumas relações. “Vou me expor e confessar que fui covarde porque apanhei de alguns maridos e não os denunciei para não prejudicar minha carreira”, disse sobre o musical autobiográfico ‘Ninguém é Loura Por Acaso’.

"Chegava um momento em que eles queriam que eu parasse de cantar”, disse sobre os relacionamentos com Vanusa o cantor e compositor Antônio Marcos, com o diretor da Rede Globo Augusto César Vanucci, o jogador de futebol Ademir Vicenti, o empresário Francisco Machado Cotta e o empresário artístico Walter Viúdes Júnior. O sexto relacionamento ela sempre manteve em segredo por medo.

“De Vanucci, ganhou um soco na nuca, na saída do Canecão, no Rio, após assistir a um show de Ray Conniff. De Cotta, foi uma cabeçada, que lhe atingiu o supercílio e causou um derrame em um dos olhos. Os socos e pontapés também tinham como alvo contratantes de seus shows. Certa vez, fugiu de um show no interior de Pernambuco debaixo de tiros, só porque se recusou a sentar à mesa do coronel local. Bateu, para não apanhar, no próprio pai, Luiz Flôres. Foi no fim dos anos 60, quando contou que não era mais virgem. O pai saiu de casa e não voltou mais”, relata a revista.

Polêmica

Em 2009 a cantora viu sua vida ser exposta como nunca pela mídia e por pessoas na internet. Ela virou piada ao cantar o Hino Nacional na Assembleia Legislativa de São Paulo. Sob efeito de um remédio para tratar labirintite ela errou a letra da canção, desafinou, e o vídeo viralizou.

Logo depois ela entrou em depressão e precisou ser internada em uma clínica de recuperação para um tratamento profissional.

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