Sergio Moro comenta suposta ligação entre advogados do PT e membros do PCC

Moro escreveu, pelo Twitter, que espera que não seja verdade a ligação entre advogados do PT e membros do PCC. (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Moro afirmou esperar “que não seja verdade” que advogados ligados ao PT foram pagos pelo PCC

  • O motivo, segundo reportagem da Record, foi para que impetrassem ações contra uma portaria do ministro

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, comentou a acusação de que advogados ligados ao PT foram pagos pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) para derrubar uma portaria proposta por ele. Pelo Twitter, o ex-juiz federal afirmou esperar que “não seja verdade”.

A origem do comentário de Moro foi uma reportagem da TV Record, exibida neste sábado (5), que foi compartilhada pelo presidente Jair Bolsonaro. A emissora aponta que a polícia e o Ministério Público de São Paulo encontraram no celular de um comparsa de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola - considerado o líder máximo do PCC -, mensagens que indicam pagamentos feitos a advogados ligados ao PT e a uma ONG do Rio de Janeiro.

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Ainda segundo a reportagem, o dinheiro teria sido usado para mover ações no STF (Supremo Tribunal Federal) e na OEA (Organização dos Estados Americanos) com o objetivo de barrar a portaria de Moro que endureceu regras em presídios federais.

Pelo Twitter, Bolsonaro levantou essa hipótese ao compartilhar a notícia:

Pouco depois, Moro escreveu: “que organizações criminosas questionem essa política, acho compreensível, faz parte”. Em seguida ele disse: “que alguns partidos políticos queiram ajudar essas organizações, acho mais questionável. Espero que não seja verdade. Talvez devessem ouvir os governadores antes”.

Em nota, o PT afirmou que “Jair Bolsonaro e Sergio Moro estão juntos em mais uma armação contra o PT para desviar o foco de suas notórias ligações com milicianos e outros agentes do crime que este governo protege”.

O PT afirma desconhecer “qualquer suposta relação de advogados que atuam pelo partido com organizações criminosas” e que “cabe às autoridades investigar com seriedade qualquer suspeita neste sentido, sem permitir nem promover vazamentos parciais, irresponsáveis e seletivos que ponham em risco a reputação de terceiros”.