Moro é proibido de advogar por 6 meses, mas receberá salário de ministro

Sanção ao ex-ministro Sergio Moro terá validade por 6 meses, a contar do dia 24 de abril.

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro foi punido pela Comissão de Ética Pública da Presidência e deverá cumprir o chamado período de quarentena. Na decisão, proferida nesta terça-feira (2), Moro fica impedido de trabalhar como advogado durante 6 meses e, nesse período, continuará a receber o salário que tinha no ministério.

As informações foram publicadas na coluna do jornalista Lauro Jardim, no jornal O Globo.

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A Comissão de Ética Pública da Presidência também entendeu, na decisão, que o ex-ministro da Justiça está autorizado a lecionar aulas e escrever artigos para jornais ou revistas. A punição de 6 meses começa a contar a partir do dia 24 de abril, data em que Moro deixou o governo de Jair Bolsonaro. A remuneração prevista ao ex-ministro é de R$ 31 mil por mês.

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As sanções aplicadas são previstas em legislação que dispõe sobre o conflito de interesse no serviço público, a qual diz que pessoas que tenham exercido cargo de ministro ou outros no alto escalão do governo federal devem respeitar a chamada "quarentena" de 6 meses antes de assumir emprego no qual possam se valer de informação privilegiada.

Na ocasião de sua saída do governo, Moro acusou o presidente de interferir politicamente na Polícia Federal ao demitir o então diretor-geral da corporação, Maurício Valeixo, e ao cobrar a troca no comando da PF no Rio de Janeiro.

As acusações de Moro se desdobraram em um um inquérito para investigar o caso, apresentado pela PRG (Procuradoria Geral da República) e aberto com autorização do ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Bolsonaro, por sua vez, nega ter interferido na Polícia Federal.