Moradores de rua acusam funcionários de abrigos de cobrarem R$ 100 para fazer saque de auxílio emergencial

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RIO DE JANEIRO, BRAZIL - MAY 18: A woman wearing a protective mask wait in line outside a Caixa Economica Federal bank branch in Campo Grande neighborhood to receive the second installment of the urgent government benefit amidst the coronavirus (COVID-19) pandemic on May 18, 2020 in Rio de Janeiro, Brazil. The benefit is directed at informal workers, small individual business owners, self-employed workers, and unemployed people under vulnerability, and it has been granted as part of the efforts to tackle the coronavirus (COVID-19) pandemic. According to city hall, Campo Grande is the neighborhood with the second highest number of deaths by coronavirus (COVID-19) in the city. (Photo by Bruna Prado/Getty Images)
Auxílio-emergencial é feito por aplicativo da Caixa Econômica (Foto: Bruna Prado/Getty Images)

Funcionários de Centros Temporários de Acolhimento foram acusados de cobrar R$ 100 para fazer o saque do auxílio-emergencial de pessoas em situação de rua. A denúncia foi feita inicialmente pelo portal G1, que teve acesso a uma conversa entre um trabalhador de um CTA e um homem, que precisava do benefício.

O caso cuja ligação foi divulgada pelo G1 diz respeito a um homem que trabalha no CTA Zaki Narchi, na Zona Norte de São Paulo. No áudio, o funcionário do Centro de Acolhimento afirma que o benefício pode ser depositado na conta dele e, depois, ele faria o saque para dar o valor ao morador em situação de rua.

O valor do auxílio-emergencial, disponibilizado pelo governo federal durante a crise do novo coronavírus, é de R$ 600. Os funcionários dos abrigos cobrariam R$ 100 para fazer a transferência e o saque.

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O procedimento é feito por um aplicativo, o que dificulta o acesso para pessoas que não têm acesso a smartphones.

Moradores em situação de rua denunciaram o caso do Padre Júlio Lancellotti, da pastoral do Povo da Rua. Os Centros Temporários de Acolhimento são locais oferecidos aos moradores em situação de rua para que passem a noite.

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Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que “todas as eventuais queixas são devidamente apuradas”.

Leia a nota completa:

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), esclarece que todos os serviços da rede socioassistencial são oferecidos de forma gratuita e está sempre à disposição para receber sugestões e reclamações pelos canais adequados. As contribuições de munícipes podem ser feitas pela Central SP156 - telefone, aplicativo e site: https://sp156.prefeitura.sp.gov.br/portal/servicos ou ainda pela ouvidoria da Prefeitura de São Paulo. Todas as eventuais queixas são devidamente apuradas.