Monja Coen: "Ainda não estamos empoderadas completamente"

O papel da mulher e os seus direitos nunca foram tão discutidos como nos últimos anos. Até mesmo a 20ª edição do "Big Brother Brasil" trouxe debates importantes para o grande público, como a objetificação da mulher, o machismo estrutural enraizado na sociedade brasileira e a sororidade.

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Mas, afinal, o que é empoderamento feminino? O que é estar empoderada? Todas as mulheres estão empoderadas em todos os âmbitos de suas vidas - carreira, relacionamentos, maternidade, sexualidade? O empoderamento tem classe? Cor? Localizacão?

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A fim de discutir o empoderamento feminino e sua amplitude, o Yahoo Brasil! lança uma nova microssérie com mulheres de diferentes perfis para entender o significado dessa expressão e o impacto dela na nossa sociedade.

São elas: a doutora em odontologia, professora da Universidade de São Paulo (USP) e gestora de políticas públicas, Ana Estela Haddad; a ativista e estilista, Cris Xongani; a advogada e empresária do Racionais Mc's e Boogie Naipe, Eliane Dias; a promotora de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica (Gevid), Gabriela Manssur; a CEO do Movimento Black Money, Nina Silva;  a fundadora da Comunidade Zen Budista, Monja Coen; a cacica da Aldeia Takeo Pyau, Patricia (Jaxuka); a empresária e produtora de funk, Rúbia Mara e a empresária Sylvia Design.

“Empoderamento é a mulher conseguir romper com qualquer coisa que a deixe submissa. Quando a gente consegue romper com qualquer coisa que nos submete a alguma coisa, é um empoderamento. O empoderamento não está em uma bolha, existem caminhos mais fáceis e outros mais difíceis", afirma Eliane Dias, que estreia o primeiro capítulo da série — ao todo serão quatro episódios e eles serão lançados durante o mês — ao lado Ana Estela Haddad e a Monja Coen.

Monja Coen defende que o ativismo vá além das ações. "Não é apenas por levantar bandeiras que eu estou me empoderando. O poder que você tem é o poder de um ser humano. Enquanto houver homens que são machistas, discriminadores, abusadores, não adianta o poder da mulher", garante a budista.

Gestora de políticas públicas, com passagens pelos nos ministérios da Educação e Saúde (2003 até 2010), Ana Estela cita a importância do poder público ter um olhar voltado para causas femininas.

"Mais de 50% da população é de mulheres no país, no entanto muitas questões que são da mulher, não são tratadas porque o homem não tem a percepção do que significa. A questão das mulheres que são chefes de família, sozinhas, que não têm o pai. No estado de São Paulo, 40% das famílias são monoparentais, só tem a mulher."

Ana Estela ressalta a importância de políticas voltadas para mulheres. "Tem que ter creche, educação infantil, uma política em vários sentidos, tanto do ponto de vista trabalhista, social, quanto de saúde e educação que ampare. Porque ela é um problema das mulheres, mas é um problema de toda a sociedade, tem que ser", defende.

Acompanhe os próximos episódios. E nos conte para nós, o que é empoderamento feminino para você? O que te empodera?