Modelo Bruno Krupp é transferido para UTI após pedido de médico contratado pela família

O modelo Bruno Fernandes Moreira Krupp, de 25 anos - preso por atropelar o estudante João Gabriel Cardim Guimarães, de 16 - está sendo transferido, na manhã desta sexta-feira, dia 5, para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Marcos Moraes, no Méier, na Zona Norte do Rio. Embora a equipe médica da unidade de saúde já tivesse emitido parecer liberando o rapaz para ser levado ao sistema prisional por apresentar quadro estável, um profissional contratado pela família dele como assistente, e, portanto, responsável pelo tratamento, alegou possíveis problemas nos rins do jovem e a possível necessidade de sessões de hemodiálise.

Bruno deu entrada no Marcos Moraes no último domingo, dia 31, após ter alta do Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, Zona Oeste, para onde foi levado em ambulância do Corpo de Bombeiros com João Gabriel após o acidente. Na ocasião, o modelo dirigia uma moto, na altura do Posto 3 da orla, quando atingiu o estudante, que teve a perna decepada. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu horas após dar entrada na unidade. Segundo testemunhas, ele estaria em alta velocidade - uma delas chega a dizer a pelo menos 150 quilômetros por hora.

Segundo o prontuário médico, ao ser avaliado no Marcos de Moraes, Bruno apresentava quadro estável, movimentando os quatro membros, respirando em ar ambiente, lúcido e orientado, apresentando múltiplas escoriações pelo corpo. Suas tomografias computadorizadas de crânio, coluna cervical e joelho foram avaliadas pelos serviços de neurocirurgia e ortopedia do hospital, que descartaram qualquer sinal de fraturas, inclusive liberando o paciente do uso de colar cervical.

O modelo então seguiu sob os cuidados das esquipes de Clínica Médica e Cirurgia Plástica para controle da dor, início dos antibióticos para evitar infecções na pele e agendamento do procedimento cirúrgico para remoção de tecidos das escoriações cutâneas, realizado ontem, sem qualquer intercorrência.

Até ser encaminhado para a UTI, a pedido do médico da família, de acordo com o hospital, Bruno encontrava-se no quarto, estável, em uso de medicações para dor, antibióticos e realização de curativos, aos cuidados do serviço de Clínica Médica, uma vez que já teve liberação pela Neurocirurgia, Ortopedia e Cirurgia Plástica. Segundo os profissionais, o modelo apresenta, então, condições de transferência para qualquer outra unidade de saúde, inclusive hospital penitenciário.

Também por solicitação do médico contratado por Bruno, ele será levado para realização de exames de ressonância magnética a outro hospital da rede, na Barra da Tijuca. Uma escolta de policiais militares do 3º BPM (Méier) irá acompanhá-lo.

Além de responder pelo homicídio de João Gabriel, na 16ª DP (Barra da Tijuca), Bruno figura como autor em dois registros de ocorrência feitos na Delegacia de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá. Após a notícia que ele foi acusado pelo crime por uma jovem de 21 anos, pelo menos 40 mulheres relataram em redes sociais terem sido vítimas de violência sexual pelo modelo.

— Passei estes anos me sentindo culpada e envergonhada por tudo que aconteceu. Hoje, diante do atropelamento que matou um jovem inocente, me senti na obrigação de expor o crime do qual fui vítima justamente para encorajar outras mulheres a denunciarem, frear esses comportamentos por parte dele e evitar que outras pessoas também passem por situações semelhantes — afirmou uma das vítimas, a modelo Priscila Trindade, de 28 anos, em entrevista exclusiva ao Extra.

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