Modelo é a quarta a processar Marilyn Manson por abuso

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A modelo Ashley Morgan Smithline, 35, falou sobre as alegações de abuso sexual, físico e psicológico que diz ter sofrido por parte do ex-namorado Marilyn Manson, 52. Ela é a quarta mulher a acusar o músico por esse tipo de crime.

Nesta quarta-feira (30), ela deu uma entrevista exclusiva ao programa The View, da rede americana ABC. O advogado dela, Jay Ellwanger, esteve ao lado dela durante todo o bate-papo.

Smithline namorou o roqueiro por dois anos. "Bem no começo, [Manson] deixou claro que minha vida estava definitivamente em perigo e que ele poderia me matar a qualquer momento", disse sobre o relacionamento. "Eu estava o tempo todo com medo de que ele acabasse com minha vida."

A modelo entrou com um processo contra o músico e pede uma indenização. Ela disse esperar que ele seja responsabilizado por suas ações.

Smithline conheceu Mason por meio das redes sociais em 2010. "Fui meio que bombardeada por mensagens no Facebook, e-mails, ligações de Skype, não sei se ele se lembrava de ter feito todas essas coisas diferentes", contou ela no programa.

Ele então teria pedido para ela trabalhar como atriz em um projeto de filme que ele tinha. Ela foi à Califórnia, onde ele morava, para isso, mas ao chegar descobriu que o "estúdio" era o apartamento do cantor. Mesmo assim, os depois começaram uma relação consensual na sequência.

Na denúncia, ela relatou: "Rapidamente ficou claro que o sexo consensual não era suficiente para Warner [nome real de Manson]". "Por volta de meados de novembro de 2010, a Sra. Smithline acordou inconsciente com os tornozelos e pulsos amarrados nas costas e o Sr. Warner a penetrando sexualmente", diz o texto. "A Sra. Smithline disse que disse ao Sr. Warner para parar e disse não várias vezes, e o Sr. Warner disse a ela para 'ficar quieta'."

Na nova entrevista, Smithline disse que esse foi o primeiro abuso, mas que tudo piorou daquele ponto em diante. "Eu fui desumanizada, fui degradada, fui tratada como um animal", afirmou. Ela diz ter sido chicoteada, queimada, cortada e marcada pelo namorado entre novembro de 2010 e janeiro de 2013.

A modelo contou que o cantor mantinha o apartamento no escuro total, fazendo com que ela perdesse a noção do tempo, e a mantinha acordada o tempo todo. Ela também disse que ele lhe dava cocaína e não a alimentava, fazendo com que o peso dela chegasse aos 36 kg.

Smithline também disse que não foi embora porque foi manipulada. "Por mais inseguro que fosse, eu simplesmente senti que não poderia escapar", afirmou. Um porta-voz de Manson negou as alegações e disse que os dois tiveram um relacionamento que durou menos de uma semana, em 2010.

A modelo rebateu a declaração. "[Isso é] mais uma prova de que ele está negando qualquer responsabilidade, que ele não assume nenhuma responsabilidade por nada que tenha feito", disse.

Antes de Smithline, outras três mulheres entraram com processos contra ele. São elas: a atriz Esmé Bianco, a ex-assistente pessoal Ashley Walters e uma mulher que permanece anônima. Além disso, ao todo 17 mulheres alegam que o cantor cometeu agressões sexuais contra elas, inclusive a atriz Evan Rachel Wood, de quem ele foi noivo.

O cantor está sendo investigado pela polícia de Los Angeles. Há um mandado de prisão emitido contra ele, mas por causa de uma agressão a um cinegrafista em 2019. O cantor disse na semana passada que vai se entregar, mas ainda não o fez.

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