Moda do bronzeamento com fita adesiva gera polêmica e médica fala sobre riscos

Reprodução/Facebook

Por: Aline Nobre (linesnobre)

Uma publicação da empresária Priscilla Bronze em sua página no Facebook vem gerando polêmica e críticas sobre a moda do bronzeamento com fita adesiva. Na imagem, que anunciava preço promocional da técnica (R$ 35), aparece uma cliente da carioca extremamente bronzeada e com leves manchas vermelhas na pele que ficou sob a fita adesiva. Os internautas criticaram Priscilla por oferecer “queimadura” ao invés de “bronzeado”. Além de alguns comentários racistas.

Receba no seu Whatsapp as novidades sobre o mundo dos famosos (e muito mais)

“O meu produto além de bronzear, hidrata, tem protetor solar, não causa nenhum dano à pele, é registrado pela Anvisa. A cliente da foto já tem a pele mais negra e conforme você vai fazendo mais sessões, a marquinha vai ficando mais branca, ela é uma cliente antiga e acredita no meu trabalho.  Ela sabe que o que as pessoas estão comentando não é verdade, eles não conhecem meu trabalho, a foto acabou viralizando e gerou tantos comentários bons quantos maldosos. Estou sujeita a isso, mas sei do meu trabalho”, defende-se a empresária.

Arquivo Pessoal

Sobre as marquinhas vermelhas que aparecem, Priscilla explica: “A fita esquenta e quando sai do bronze fica vermelho, mas quando tomam banho e o corpo vai esfriando, as manchinhas vermelhas saem”.

Leia também: Girl power! 15 famosas mostram que não precisam de maquiagem para serem lindas

Mas a repercussão foi se tornando tão grande, que a personal bronzer decidiu apagar a publicação.

“Os comentários estavam indo para o lado maldoso, para não viralizar mais ainda foi necessário apagar. As pessoas estavam falando muito sobre câncer, então para não ter uma repercussão ruim em relação aos meus produtos, que são legalizados pela Anvisa, excluí.” A carioca, no entanto, não revela a fórmula da sua “mágica” — “são guardadas a sete chaves””.

A cliente que aparece na foto, não quis ter sua identidade revelada, e também preferiu que a postagem fosse retirada do ar por conta do constrangimento. Apesar de temer que o ocorrido tenha lhe gerado um marketing negativo, a empresária garante que seus clientes confiam em seu trabalho. “Trabalho no ramo desde 2016, todos sabem do meu profissionalismo, e que trabalho com tudo legalizado. As pessoas são muito preconceituosas e gostam de falar mal.”

Arquivo Pessoal

Mas para a dermatologista Camila Moulin o caso, mais do que uma polêmica, gera preocupação.

“Para um bronzeamento tão expressivo é necessário se expor longas horas no sol com consequente dano solar da pele. Em pouco tempo, a pele que hoje se apresenta demasiadamente bronzeada se transforma, surgindo um aspecto em ‘couro’. Esta condição, conhecida como dermatoeliose unilateral, ou fotoenvelhecimento é causada pelos raios UVA do sol e se caracteriza pelo espessamento e enrugamento da pele. Para toda ação, uma reação. O sol cobra um boleto tardio, pois os danos são cumulativos e irreversíveis.”

E sobre o uso da fita adesiva, Camila faz mais um alerta: “É extremamente preocupante ver pessoas usando fita isolante no lugar de biquínis, a gente não sabe o que vai na cola dessa fita isolante, não sabemos a química utilizada. Os casos de eczema e dermatites aumentam muito no verão. O sol e o calor potencializam as alergias cutâneas, temos que tomar muito cuidado”.