Missão arqueológica descobre múmias com línguas de ouro perto de Alexandria

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Múmia descoberta próximo a Alexandria (Egito), em 29 de janeiro de 2021

Uma missão arqueológica egípcio-dominicana descobriu perto de Alexandria múmias com línguas de ouro datadas de cerca de 2.000 anos, informaram autoridades egípcias à AFP nesta quarta-feira (3).

"A missão descobriu dezesseis tumbas esculpidas na rocha (...) no templo de Taposiris Magna, a oeste de Alexandria", no norte do Egito, explicou o Ministério das Antiguidades em nota, informando que a técnica usada era muito usada no período grego e romano.

Essas tumbas continham várias múmias "em mau estado de conservação", mas com "amuletos envoltos em folhas de ouro em forma de língua".

Estes foram depositados na boca dos mortos, de acordo com uma prática observada "para garantir que eles pudessem falar na vida após a morte", contou o ministério.

Duas múmias chamaram a atenção dos cientistas, comentou ele, citando a diretora da missão, Kathleen Martinez, que a AFP não conseguiu contatar.

A primeira múmia "preserva faixas e partes da cartonagem - camadas de linho coladas, estucadas e pintadas que circundam a múmia - adornadas com douraos com a efígie de Osíris", o deus dos mortos.

A segunda trazia uma "coroa adornada com chifres e uma cobra na frente, além de um colar com pingente em forma de cabeça de falcão", representando o deus faraônico Hórus, filho de Ísis e Osíris.

Além disso, a missão descobriu uma máscara fúnebre feminina, uma tiara de ouro e oito máscaras de mármore com detalhes esculpidos, de acordo com Khaled Abu Al Hamd, diretor de Antiguidades de Alexandria, citado no comunicado.

A missão tem escavado a oeste de Alexandria por vários anos para tentar encontrar a tumba da lendária Rainha Cleópatra.

A dinastia ptolomaica (aproximadamente 330 a 30 a.C.), de origem grega, foi a última dinastia faraônica antes de o Egito ficar sob o domínio romano.

Cleópatra foi a última soberana.

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