Militares devem assumir ao menos mais cinco cargos no Ministério da Saúde e aumentar poder na pasta, diz jornal

Foto: AP Photo/Andre Borges

Em meio à pandemia do novo coronavírus, os quadros do Ministério da Saúde devem receber, nos próximos dias, pelo menos cinco nomes indicados pela alta militar para cargos considerados estratégicos. Secretários estaduais e gestores do SUS estão chamando as mudanças de “tutela” do Palácio do Planalto. As informações são do jornal Estado de S. Paulo.

Desde que Nelson Teich assumiu a pasta no lugar de Luiz Henrique Mandetta, militares vem ganhando espaço no ministério. O general Eduardo Pazuello foi nomeado secretário-executivo do órgão, sendo o “número 2” na hierarquia do órgão.

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Já na posse de Teich, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não escondeu a vontade de indicar nomes para integrar a equipe do ministro.

"Ele vai nomear boas pessoas, eu vou indicar algumas pessoas também, porque é um ministério muito grande. Foram sugeridos nomes sim, para começar a formar um ministério que siga a orientação do presidente de ver o problema como um todo e não uma questão no particular", disse o presidente no dia 16 de abril.

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De acordo com o Estado de S.Paulo uma das principais alterações previstas se refere à Diretoria de logística (DLOG), área responsável por compras no ministério.

Normalmente, a diretoria realiza compras de medicamentos e outros insumos que chegam até a R$ 10 bilhões de reais.

Segundo o jornal, Teich tem sido acompanhado em reuniões pelo secretário-executivo da pasta, o general Eduardo Pazuello, apontado em tom irônico por membros da pasta como verdadeiro chefe da Saúde.

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