Ministério da Justiça reclassifica censura de 'Um príncipe em Nova York' após 33 anos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um dos filmes clássicos da Sessão da Tarde (Globo), a comédia "Um Príncipe em Nova York" (1988) recebeu uma nova, e mais dura, classificação indicativa após 33 anos de seu lançamento. O longa estrelado por Eddie Murphy, 59, passou agora a "não ser recomendado para menores de 14 anos". A decisão do Ministério da Justiça foi publicada pelo Diário Oficial da União na última sexta-feira (29). Além da nova classificação, o texto também sugere que o filme seja exibido na TV aberta apenas após as 21h. "Um Príncipe em Nova York" atualmente está disponível na Netlfix e marcou às tardes da Globo dos anos de 1992 a 2013, quando foi exibido pela última vez. A reclassificação foi realizada após uma denúncia feita por um cidadão, que contestou a censura livre da produção. Na decisão de Eduardo de Araújo Nepomuceno, Coordenador de Política de Classificação Indicativa, o texto indica que "a obra não se enquadraria mais na classificação e descritores antes atribuídos". Nepomuceno ainda afirma que durante a revisão, "constatou-se que a obra apresenta conteúdos relativos aos eixos temáticos, de violência, sexo e drogas, com destaque para a tendência de nudez". A cena de violência é a de um assalto onde não há tiros ou feridos, já a de drogas é uma festa com consumo de champanhe, porém nenhum personagem aparece bêbado. No entanto, há duas cenas com nudes, na qual são exibidas seios femininos. E durante o filme, existem muitas insinuações de conversas sobre sexo. O filme conta a história de Akeem, um jovem de um rico país africado que vai para os Estados Unidos para fugir de um casamento arranjado. Ao lado de Semmi, interpretado por Arsenio Hall, ele quer encontrar o amor de sua vida em solo americano. O filme ganhará continuação neste ano. O lançamento de "Um Príncipe em Nova York 2" é previsto para 5 de março no serviço de streaming da Amazon, o Amazon Prime Video. O lançamento estava previsto para ser feito nos cinemas, em setembro de 2020, mas a estratégia foi repensada em decorrência da pandemia do coronavírus.