Ministério da Justiça determina recall imediato de petiscos da Bassar para cães

O Ministério da Justiça e Segurança Pública anunciou, na quarta-feira (14), o recall compulsório dos petiscos para cães Bassar Snack Every Day e Bassar Dental Care, da marca Bassar Pet Food. A medida é uma resposta aos relatos de intoxicação, incluindo óbitos de cachorros, após o consumo de produtos da empresa. A investigação ainda estão em andamento.

"A decisão vem após notícias de mortes de cães que ingeriram os petiscos da marca, bem como da determinação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento [Mapa] de suspensão do uso de determinados lotes da substância propilenoglicol, utilizada na fabricação de alimentos para animais", informa o ministério, em comunicado.

Anteriormente, a Bassar Pet Food solicitou aos consumidores que entreguem os produtos adquiridos no mesmo local onde foram comprados. O recall era orientado para todos os produtos fabricados a partir do dia 7 de fevereiro deste ano, com numeração igual ou acima do lote 3329. No entanto, a medida do ministério busca acelerar o recolhimento dos petiscos para cachorros.

Entenda o caso dos petiscos e os registros de intoxicação em cachorros

Desde o início de setembro, morte de cães foram denunciadas após o consumo de petiscos da marca Bassar Pet Food, em diferentes estados, como Minas Gerais e São Paulo. A principal suspeita está relacionada com a contaminação de matéria-prima utilizada, segundo as investigações que ainda estão em andamento.

Ministério da Justiça orienta recall imediato dos petiscos da Bassar Pet Food (Imagem: AtlasComposer/Envato)
Ministério da Justiça orienta recall imediato dos petiscos da Bassar Pet Food (Imagem: AtlasComposer/Envato)

Inclusive, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de lotes de propilenoglicol, produzidos pela marca Tecno Clean Industrial. Este é um dos componentes dos petiscos e, aparentemente, a matéria-prima foi contaminada em algum período da produção.

Vale explicar que o propilenoglicol é um aditivo alimentar permitido para alimentos de consumo humano e também para cães (em petiscos). Por enquanto, o entendimento é de que o problema está relacionado com lotes que foram contaminados por etilenoglicol, uma substância proibida para itens voltados ao consumo.

Segundo a Anvisa, "o etilenoglicol é um solvente orgânico altamente tóxico que causa insuficiência renal e hepática, podendo inclusive levar à morte, quando ingerido". Agora, as investigações seguem em andamento.

Fonte: Canaltech

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