Miguel Falabella diz que escreve para criar trabalhos: 'Fico doente de ver colegas desempregados'

Miguel Falabella no “Conversa com Bial”. Foto: reprodução/TV Globo

Convidado do programa “Conversa com Bial” na última quinta-feira, 18, Miguel Falabella se emocionou ao afirmar que uma de suas preocupações como roteirista e dramaturgo atualmente é criar trabalho para outros profissionais do meio artístico.

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“É o que me move hoje em dia. Fico tão doente de ver meus colegas desempregados. Eu fico morto porque é tanta gente talentosa, boa. São meus colegas, trabalham comigo. Escuto: ‘Pelo amor de Deus, não tenho como pagar o colégio do meu filho’. Fico inventando trabalho. Um musical emprega 80 pessoas”, afirmou.

Falabella também contou no programa que chegou a ser criticado por querer se dedicar ao humor popular. “Fazer televisão era um crime inafiançável. Eu dizia: ‘Eu quero fazer sucesso, quero fazer televisão e, mais, quero fazer humor popular porque quero falar com as pessoas’.”

Um de seus personagens mais famosos, o Caco Antibes de “Sai de Baixo”, foi criado a partir de suas memórias de infância na Ilha do Governador, na zona norte do Rio de Janeiro. “Eu fui criado na Ilha do Governador, as festas de aniversário eram na Quinta da Boa Vista, tudo aquilo que eu falava, eu vivi”, disse.

Segundo o ator e autor, Caco é um estereótipo que se mantém bastante atual no Brasil. “Quando ele está falando de pobre, aquelas besteiradas todas, as pessoas sabem que aquilo é um estereótipo de uma pessoa que existe em um país como o nosso. Aquele personagem continua existindo. Nós continuamos sendo um país de profunda injustiça social, de um abismo, e ninguém faz questão de fazer uma ponte. Eu faço”, afirmou.