Microsoft vai ganhar R$ 120 bilhões para produzir equipamentos para o Exército

Redação Finanças
·2 minuto de leitura
Os dispositivos são projetados para ajudar os soldados a
Os dispositivos são projetados para ajudar os soldados a "lutar, ensaiar e treinar usando uma única plataforma", disse o Exército
  • Empresa deve fabricar mais de 120 mil dispositivos

  • Ideia é usar realidade virtual para que os soldados se prepararem para o conflito.

  • Microsoft enfrentou algumas críticas de funcionários pelo acordo

Microsoft assinou um grande contrato com o governo dos Estados Unidos para produzir dispositivos de realidade aumentada para o Exército americano. O contrato é para produzir sistemas de realidade aumentada baseados em seu dispositivo HoloLens 2 chamado Integrated Visual Augmented Systems (IVAS). A estimativa é que a Microsoft receba US$ 21,9 bilhões (R$ 120 bilhões)

Os dispositivos são projetados para ajudar os soldados a "lutar, ensaiar e treinar usando uma única plataforma", disse o Exército. O acordo prevê cinco anos de atuação, com a possibilidade de uma extensão de cinco anos. 

O objetivo inicial do Exército é fornecer sistemas para toda a Força de Combate Próximo, o que significará fabricar mais de 120 mil dispositivos, segundo a Microsoft.

A versão do Exército do fone de ouvido HoloLens 2 usa a nuvem para criar cenários de treinamento e outros recursos visuais para ajudar os soldados a se prepararem melhor para o conflito. O Departamento de Assuntos de Veteranos, também dos EUA, usa o HoloLens da Microsoft. 

O contrato é uma continuação do trabalho que a Microsoft já faz para o Exército dos EUA. Em 2018, a gigante da tecnologia fechou um contrato de US$ 479 milhões (R$ 2,7 bilhões) para criar protótipos dos dispositivos que agora vão ser produzidos e colocados em campo.

Em 2019, a Microsoft obteve um contrato de US$ 10 bilhões (R$ 56 bilhões) para fornecer serviços em nuvem para o Departamento de Defesa. 

Críticas

A Microsoft enfrentou algumas críticas de funcionários, que são contra o uso do trabalho no projeto HoloLens para o Exército. O CEO da empresa, Satya Nadella, se defendeu dizendo que não iria "privar tecnologias de instituições que elegemos nas democracias para proteger as liberdades que desfrutamos".

Apesar das críticas, o mercado gostou do contrato. As ações da Microsoft dispararam após o anúncio e terminaram a quarta-feira em alta de mais de 1,5%.