Michael Douglas nega acusação de assédio, antes mesmo de história vir à tona

O ator em um de seus papéis mais famosos, no filme ‘Wall Street – Poder e Cobiça’ (1987) (Imagem: divulgação Fox)

O clima em Hollywood anda tão tenso, com a onda de acusações contra homens responsáveis por condutas imprópria e assédio sexual, que Michael Douglas tomou uma atitude inusitada. O ator deu uma entrevista ao site Deadline, na qual já diz de antemão não ser verdade uma acusação em relação a ele ainda não publicada, mas que poderia vir à tona nos próximos dias.

Douglas se refere ao relato de uma ex-funcionária dele, que procurou a Variety e o The Hollywood Reporter, dois veículos bastante influentes dentro da indústria do showbusiness, para contar casos ocorridos quando ambos trabalharam juntos, durante a década de 80.

Segundo a mulher, o ator teria usado linguajar vulgar em conversas com amigos na presença dela, além de se masturbar em sua frente numa ocasião. Michael Douglas tomou conhecimento destas denúncias quando as publicações o procuraram para averiguar a história.

Na entrevista ao Deadline no qual revelou estar sendo acusado, Douglas, atualmente com 73 anos, admitiu apenas que pode ter usado expressões vulgares, mas alegou que as conversas eram particulares e este é o jeito que fala com amigos nestas situações. “Mas ter me masturbado na frente dela? Eu não sei nem por onde começar. Isto é uma mentira completa, algo inventado, sem nada de verdade”, defendeu-se.

“É difícil entender porquê diabos alguém falaria uma coisa dessas”, complementou. “O que me dói mais é ter que dividir algo assim com minha esposa [a atriz Catherine Zeta-Jones] e meus filhos. Meus filhos estão bastante chateados, vão à escola preocupados que apareça alguma reportagem sobre mim me chamando de assediador sexual. Eles estão assustados e bastante desconfortáveis.”

“Eu apoio o movimento #metoo [de mulheres que denunciam caso de abuso sexual] com todo meu coração. Eu sempre apoiei as mulheres, por toda a vida. Mas este é o tipo de passo que pode fazer o movimento andar para trás: ser acusado sem a chance de se defender no tribunal”, alertou Douglas, preocupado como uma eventual mancha em sua reputação.