Mestres do Universo: caí no bait da série de He Man na Netflix, e agora?

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Mestres do Universo: Salvando Eternia é a nova série de He-Man na Netflix. Desde sempre, desde o primeiro dia em que o projeto foi anunciado, a expectativa era de ver uma nova leitura do herói que marcou época nos anos 1980 e representa muito para toda uma geração formada por animações daqueles tempos. Isso tudo acontece? Sim, mas não do jeito que muitos fãs esperavam.

He Man não é o protagonista, o que faz todo o projeto parecer um tradicional clickbait da internet, aquela isca que te puxa para o click mas não entrega a totalidade do título. O fato é que Salvando Eternia entrega mais do que isso, mas de um jeito diferente. Toda a estética da série foi aperfeiçoada, a ação é muito bem dirigida e equilibrada nos cinco primeiro episódios e consegue modernizar muito dos personagens aqui explorados. O espaço fica maior para os coadjuvantes, principalmente Teela e seus aliados, que na ausência de Adam e He Man assumem o posto principal no roteiro e o fazem com maestria.

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A agilidade das sequências de ação e os novos traços dos personagens respeitam quase tudo do desenho clássico, até no exagero das formas físicas, cores e armaduras. A dublagem em inglês é de primeira qualidade, a brasileira, ainda que não tenha todas as vozes originais, segue o mesmo padrão. Em suma, Salvando Eternia é um desenho excelente de se acompanhar, rápido de digerir e um espetáculo visual digno de lugar no pódio das melhores coisas da Netflix no gênero - ela só não é uma série do He-Man como se esperava. E sinceramente? Tudo bem.

A nostalgia usada como elemento de isca aqui é legítima, pois muito da série original está aqui. É compreensível que os fãs de He-Man sintam falta do protagonista clássico na maior parte da série, mas não é como se o produto fosse ruim por isso, pelo contrário. Ele é ótimo, é uma visão equilibrada entre o clássico e o novo, uma leitura respeitosa de expansão da série. 

É claro que há espaço para críticas na condução da história em si, como em qualquer história, mas o famigerado clickbait aqui serve mais para mostrar como o cidadão apaixonado pelos anos 1980 tem uma dificuldade imensa de entender que essa época passou, e que até os desenhos que ele gostava cresceram enquanto ele insiste em dizer que "era bom mesmo naquela época" ou "agora é tudo lacração".

*Thiago Romariz é jornalista, professor, criador de conteúdo e atualmente head de conteúdo e PR do EBANX. Omelete, The Enemy, CCXP, RP1 Comunicação, Capitare, RedeTV, ESPN Brasil e Correio Braziliense são algumas das empresas no currículo. Em 2019, foi eleito pelo LinkedIn como um dos profissionais de destaque no Brasil no prêmio Top Voice.

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