Mercadante rebate Bolsonaro e diz que ele mente sobre reforma trabalhista para encobrir destruição

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 05.02.2020 - Presidente da Fundação Perseu Abramo, o ex-ministro Aloizio Mercadante (PT). (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 05.02.2020 - Presidente da Fundação Perseu Abramo, o ex-ministro Aloizio Mercadante (PT). (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Presidente da Fundação Perseu Abramo, o ex-ministro Aloizio Mercadante (PT) rebateu Jair Bolsonaro (PL) e disse que o presidente mente sobre a reforma trabalhista para "encobrir a destruição do direito ao trabalho, à proteção, ao emprego, à qualidade de vida e à capacidade de sustentar uma dinâmica virtuosa de crescimento."

Mercadante dirigiu a mesma acusação ao ex-presidente Michel Temer (MDB).

Nesta segunda (17), Bolsonaro defendeu a reforma trabalhista feita no governo de seu antecessor e afirmou que ela não retirou direito dos trabalhadores.

A fala de Bolsonaro ocorre em meio às sinalizações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aliados de que, em caso de retorno ao Palácio do Planalto, pretende rever pontos da legislação aprovada em 2017, como mostrou o Painel.

"Bolsonaro e Temer insistem que a reforma trabalhista de 2017 e as medidas posteriores não retiraram direitos trabalhistas. Em 2017 foram mais de três centenas as alterações na legislação trabalhista que extinguiram direitos, desvalorizaram as negociações coletivas, atacaram os sindicatos e retiraram poder da Justiça do Trabalho", escreveu Mercadante em nota de resposta.

"Nos últimos anos a sanha de reduzir o custo do trabalho pelo aumento da produtividade espúria, oriunda do arrocho salarial e da ampla desproteção do trabalho, tem continuado e estão documentadas em estudos, nas estatísticas que revelam o aumento das ocupações precárias, o arrocho dos salários, a queda da massa salarial, o enfraquecimento das negociações coletivas. O país trilha o caminho de fracasso porque retira da nação, em especial dos trabalhadores, a sua capacidade de conduzir o seu desenvolvimento", continuou.

Presidida por Mercadante, a Fundação Perseu Abramo tem encabeçado o debate sobre a reforma trabalhista no PT, propondo estudos e encontros sobre o tema.

Na terça-feira (11), Lula e Mercadante participaram de uma reunião com representantes do governo da Espanha, cuja atual "contrarreforma" tem sido acompanhada e citada como referência pelos petistas.

Segundo Mercadante, o projeto do PT é o de aumento da produtividade a partir de investimentos em infraestrutura econômica, social e ambiental, educação e formação profissional, "entre outros vetores estratégicos de um Estado forte e inovador."

Mercadante afirma que, nesse cenário, a proteção ao trabalho virá, de um lado, do fortalecimento da negociação coletiva e de sindicatos representativos, e, de outro lado, de mudanças na legislação trabalhista para oferecer proteção a todos, especialmente aos empregados nas ocupações relacionadas às transformações mais recentes no mundo do trabalho (trabalhadores de app, home office, teletrabalho).

O petista conclui seu texto afirmando que é "hora de mudar o caminho".

"A insistência na mentira de Temer e Bolsonaro busca encobrir a destruição do direito ao trabalho, à proteção, ao emprego, à qualidade de vida e à capacidade de sustentar uma dinâmica virtuosa de crescimento. A realidade que nos envolve multiplica os perversos resultados que, a cada dia, tornam-se mais dramáticos e nefastos."

Em sua defesa da reforma trabalhista, Bolsonaro disse que "foi uma flexibilização" e que gerou um saldo positivo de empregos.

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