Menina de cinco anos faz sucesso no Instagram com seu cabelo incrível

O cabelo desta menina está chamando a atenção no Instagram [Foto: Getty]

O cabelo desta menina de cinco anos é mais bonito do que o seu.

Na verdade, ele é mais bonito do que o cabelo de todos nós. Por causa de suas madeixas incríveis, Mia Aflalo, de Tel Aviv, Israel, está famosa no Instagram.

No entanto, a exposição está causando polêmica entre alguns pais e mães que usam a rede social.

Com mais de 84 mil seguidores, número que só aumenta, o perfil no Instagram mostra Mia posando para a câmera, com alguns looks incríveis.

Desde laços feitos de cabelo, até ondas perfeitas, não há dúvidas de que o estilo da menina é de causar inveja a muitas mulheres.

Apesar disso, enquanto alguns fãs estão adorando os visuais, outros expressaram uma certa preocupação com o fato de Mia estar exposta na mídia, sendo tão jovem.


“Por que uma mãe decidiria expor sua filha desta maneira?” comentou uma pessoa em uma das publicações.

“Uma criança pequena vestida como mulher… que pais estranhos,” escreveu outra.

“Ela parece ser forçada a fazer estas besteiras. Pare com isso e deixe ela brincar de Barbie ou algo assim. Ela não é uma boneca,” outra usuária concordou.

Outros estão preocupados com a parte prática de alguns dos looks de Mia, e perguntam se eles foram feitos usando apliques e extensões.

“(Supondo que ela usa extensões, porque tem quantidades diferentes de cabelo em cada foto) isso não é bom para a cabeça/pescoço de uma menina pequena,” comentou uma pessoa.

“Essa menina vai ficar muito chateada quando crescer e o seu lindo cabelo estiver todo danificado porque sua mãe a tratava como uma boneca,” escreveu outra.

“Como você vai desfazer todos os nós depois de mexer tanto no cabelo?” comentou outra usuária, preocupada.


Apesar da polêmica, alguns usuários da rede social saíram em defesa dos pais de Mia.

“Uau!! Que menina linda e que cabelo lindo. Não há motivo para não ter orgulho dela e compartilhar suas fotos!” escreveu uma pessoa.

“Nada disso é da nossa conta. Ela não é nossa filha, então estes comentários e opiniões alheias não importam. Calem a boca,” disse outra.

Além de tudo isso, também é preciso considerar se é certo ou errado que uma menina tão pequena ouça constantemente o quanto ela é bonita.

Queiramos ou não, as redes sociais e a abertura que elas oferecem às críticas têm um impacto significativo na autoestima de crianças e adolescentes.

Uma pesquisa recentemente publicada pelo Girl Guides revelou que meninas com sete anos já sentem a pressão para ter “o corpo perfeito”.

As mais velhas também são afetadas, já que outro estudo revelou que nos últimos cinco anos houve um aumento preocupante no número de jovens com idades entre 17 e 21 anos que afirmam estar insatisfeitas com a sua aparência. Em 2011 este grupo correspondia a cerca de 36% das entrevistadas; atualmente, metade das mulheres jovens não gosta do que vê no espelho.


Existe uma idade mínima para que as crianças sejam expostas às redes sociais?

A editora do Parent Zone, Gemma Taylor, acredita que há algumas diretrizes que precisam ser seguidas, se os pais estão pensando em criar perfis nas redes sociais para os filhos.

“Uma pesquisa do Parent Zone com o Nominet mostrou que os pais adoram compartilhar fotos de seus filhos nas redes sociais, publicando entre 11 e 20 imagens por mês,” ela diz.

“É natural que os pais queiram compartilhar momentos especiais com amigos e familiares”.

Apesar disso, é preciso ser cauteloso, especialmente conforme a criança cresce.

“Nossa pesquisa mostrou que mais de um quarto dos pais (28%) admitem que nunca pensaram em perguntar como seus filhos se sentiam ao ter fotos suas publicadas online. Eu acredito que este ponto desperta uma conversa interessante envolvendo o consentimento,” continua Gemma Taylor.

“Nós já tivemos uma adolescente na Áustria que processou seus pais por compartilhar fotos suas nas redes sociais, e advogados franceses alertaram que os pais podem estar violando as leis de privacidade da França ao fazer o mesmo”.

“Os adultos precisam ser conscientes de que, conforme as crianças crescem, elas podem não querer ver seus anos de formação expostos de uma maneira tão pública. Também é difícil controlar as imagens após serem compartilhadas online, então, antes de publicá-las, é importante analisar: ‘isso é feito para o bem da criança?’”