MDB abandona Simone Tebet na disputa pela presidência do Senado

Ana Paula Ramos
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A presidente da CCJ no Senado, Simone Tebet (MDB-MS), citou a jornalistas na tarde desta segunda (15), alguns dos erros do governo de Jair Bolsonaro, especialmente suas últimas declarações (Foto: Isabella Macedo / Yahoo Notícias)
A presidente da CCJ no Senado, Simone Tebet (MDB-MS), citou a jornalistas na tarde desta segunda (15), alguns dos erros do governo de Jair Bolsonaro, especialmente suas últimas declarações (Foto: Isabella Macedo / Yahoo Notícias)

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) anunciou nesta quinta-feira (28) sua candidatura avulsa à presidência do Senado, depois que o MDB decidiu liberar a bancada para a eleição na próxima segunda-feira.

Durante lançamento da candidatura dela, o partido enfatizou que iria unido para a disputa neste ano, ao contrário do que aconteceu em 2019 quando rachou em torno de Renan Calheiros (MDB-AL) e Simone Tebet.

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No entanto, a unidade do partido durou pouco. Líderes emedebistas estão negociando um acordo para que eles passem a apoiar o nome de Rodrigo Pacheco (DEM-MG), candidato preferido pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Em troca, a legenda ficaria com a primeira-vice presidência do Senado e também a quarta-secretaria da Casa.

Bolsonaro também tem oferecido cargos e liberação de emendas em troca de apoio a seu candidato.

Tebet tem ainda apoio de senadores do Cidadania, Podemos, PSDB e PSB, mas deve ter no total 29 votos.

A senadora reforçou que sua candidatura representa a independência do Senado em relação ao Executivo.

Atualmente ela é presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pode ser a primeira mulher a comandar o Senado no Brasil.