Sofrendo ataques homofóbicos, filho de Maurício de Souza faz apelo no Instagram

Mauro Sousa (Foto: Instagram / Mauro Sousa)

O filho de Maurício de Sousa, Mauro Sousa, usou o seu perfil oficial no Instagram para fazer uma pelo ao público - ou, no mínimo, aos seus próprios seguidores. Na última quarta-feira (17), ele publicou uma ilustração em que aparece ao lado dos irmãos, Marina Takeda e Mauricio Sousa, comentando sobre o que tem acontecido nas redes sociais.

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“Este texto pode parecer sobre mim, mas não é. O caso é comigo, mas o foco não sou eu. Este texto é, principalmente, um pedido de ajuda (ou um grito de socorro) e ele não vem à toa. A vontade de escreve-lo apareceu por conta das dezenas de mensagens homofóbicas que recebo todos os dias por eu abordar o assunto LGBT, seja na minha vida pessoal ou no trabalho. E elas são muitas. Muitas mesmo", escreve ele.

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Segundo Mauro, as mensagens têm chegado de todas as formas, desde as pessoas que parecem bem intencionadas, mas que dizem que o seu comportamento é “inadequado” até aquelas que, segundo ele, dizem que ele precisa “apanhar de arame farpado". “E não há pior, todos são intencionalmente cruéis - essa normalização da hostilidade me assusta demais. E como são escritos diretamente pra mim, querendo o meu mal, eu minto se disser que não me machuco sozinho. Meu primeiro impulso é recuar e apenas observar a barbárie acontecendo enquanto fico ali, perplexo, no meu 'ensaio sobre a cegueira'", diz.

Para ele, porém, escrever sobre o sente e o que passa diariamente é uma forma de aliviar a dor que sente, ao mesmo tempo que se sente acolhido pelos seguidores que o apoiam. É por isso, no entanto, que ele vê a necessidade de pedir ajuda, não por si mesmo, mas pelas centenas de pessoas LGBTQ+ que sofrem ataques diariamente. "Mas como eu disse, este texto não é sobre mim. Este texto é sobre os milhares de LGBTs por aí que não podem escrever, que sofrem calados, que morrem espancados na sarjeta como se fossem ratos. Se eu, com todo o suporte que tenho, sou atacado e ainda me abalo, imaginem a grande maioria desamparada que não têm ninguém?".

O que ele pede, então, é atenção: que as pessoas que o seguem fiquem mais atentos às pessoas ao seu redor, de forma a ajudá-las e apoiá-las, principalmente se essas pessoas forem LGBTQ+. "Sejam adultos ou crianças, eles podem estar precisando de um ombro amigo. E todos nós, mais do que nunca, estamos precisando nos dar as mãos e não soltar mais", diz.