Mattos admite interesse no volante Bruno Henrique, mas vê negociação difícil

Alexandre Mattos assumiu o Galo e trabalha para reforçar o time. Foto: Marcello Zambrana/AGIF

Alexandre Mattos foi contratado pelo Atlético-MG e o mercado do futebol acredita que o Galo passará a ser protagonista em negociações e fortalecimento do elenco. No entanto, com poucos dias de trabalho, o executivo pede calma pela situação financeira delicada do clube e pela pandemia do coronavírus.

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Mattos concedeu uma entrevista ao Esporte Interativo, com acompanhamento do blog. O dirigente confirmou a busca por reforços e atualizou algumas questões relacionadas ao clube e ao futebol. Confiram.

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Bruno Henrique, volante do Palmeiras, está sendo contratado?

Quem dera...Um grande amigo que eu tenho. Um prazer enorme em tê-lo trazido para o Palmeiras. Foi uma negociação muito difícil, ele estava muito próximo do São Paulo e acreditou no que eu disse para ele e foi muito tempo capitão, fazendo um baita trabalho. Tomara que eu possa trabalhar com ele, muito em breve. Acho difícil o Palmeiras pensar em vender, quando veio uma proposta de nove milhões de euros da China, renovamos seu contrato. Bruno tem um baita contrato no Palmeiras, merecido, é uma das referências e se o Palmeiras quiser fazer um negocinho, a gente pode pensar, mas acho bem improvável.

Sampaoli te pediu o goleiro Éverson e o zagueiro Lucas Veríssimo, jogadores do Santos?

Sampaoli é uma figura diferente. Trabalhar com ele será um baita aprendizado. Ele é muito intenso, Conversamos todos os dias e ele sempre perguntando, ansioso. Havia uma ideia antes, mas a pandemia mudou muito as coisas. Para o Atlético não é diferente, com dificuldades. Estamos arrumando a casa para depois partir para as indicações da comissão técnica. Não vou revelar nada porque primeiro precisamos concretizar alguma coisa. Todo jogador que passou por ele e que ele conheça, é natural que ele peça. Já ouvi falar que o Sampaoli quer o time do Santos inteiro, mas não tem nada disso.

Você contratou o volante Léo Sena do Goiás?

Não dá para falar nada, sem ter as coisas concretizadas. Bom jogador, como outros. Faz parte da avaliação técnica. Jovem, joga em duas, três posições, já olhava para o Palmeiras no fim do ano. Não temos absolutamente nada assinado com ele e depois da parada, podemos partir para os contatos.

Cazares renova(o agente do equatoriano disse que não, dias depois desta entrevista)?

Ele tem contrato. Para sair, só se for com venda e não temos proposta. Vamos ver na reapresentação uma possibilidade de renovação e vamos aguardar. Se aparecer alguma proposta, a gente analisa.

Victor fica?

Vai ficar, tem contrato e não tem motivo para sair.

O Atlético pode ter um grande time?

Mudou muito com a pandemia. O projeto é bem sólido com o presidente Sérgio Sette Câmara fazendo um trabalho mais equilibrado e agora chegou a hora de um pouco mais de ousadia para competir com os que estão na parte de cima. Só que a pandemia dificultou e não sabemos nem se vamos competir e quando no futebol. Obviamente que vamos trazer jogadores com enorme potencial para o futuro ou jogadores consagrados com o crivo do nosso treinador.

E as saídas dos sete atletas, incluindo Ricardo Oliveira e Di Santo?

São situações técnicas e passaram pelo crivo do Sampaoli. Financeiramente, precisamos encontrar caminhos para manter as coisas em ordem. Respeitamos todos e terão o carinho do clube para se manter. Nada de anormal, todos eles já sabiam que não teriam mais espaço com o Sampaoli, foram comunicados e agora seguem seus caminhos. Há negociações paradas, mas todos devem retornar ao futebol normalmente.

Você acha justo o América ser o campeão mineiro(melhor campanha) se o Estadual não retornar?

Se cancelou, cancelou. O América não jogou com o Atlético. Vai ser campeão de quê? Cancelou, não tem campeão nem rebaixados. Tudo tem que ser muito estudado e debatido para chegarmos a um denominador comum. Minha opinião pessoal é que não há título nem rebaixamento, se houver cancelamento. Acho difícil voltar por tudo que está acontecendo com os problemas relacionados a deslocamentos e aglomerações.

O prefeito de BH e ex-presidente do Galo, Alexandre Kalil, te ligou para falar ou sugerir algo?

Não, não tive nenhum contato com ele, não conversei. Ele está com preocupações grandes e complexas. A gente espera que todos governantes estejam focados em dar segurança para nossa população. Tenho certeza que ele está fazendo isso também.

Desde que assumiu, Mattos ainda não contratou ninguém, justificando as dificuldades de negociações com a paralisação do futebol.

Com a chegada de Sampaoli, o Galo dispensou Lucas Hernandez, Martínez, Zé Welison, Edinho, Clayton, Ricardo Oliveira e Di Santo.

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