'Masterchef' estreia sem medo de vírus e concorrência: "Não olhamos para o que vem atrás"

Henrique Fogaça, Paola Carosella, Erick Jacquin e Ana Paula Padrão (Foto: Divulgação/Band)

A pandemia não impediu a produção de uma nova temporada do ‘Masterchef’. A edição, que terá seu primeiro episódio exibido nesta terça-feira (14), às 22h45, foi totalmente adaptada pela Band. A principal novidade é que a partir de agora os episódios serão independentes. A cada semana, oito cozinheiros disputam um prêmio e não voltam a aparecer em outros capítulos.

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A mudança foi a solução encontrada por uma comissão que estudou todas as possibilidades para que o reality pudesse ser gravado com segurança. Além disso, os jurados não comerão mais no mesmo prato. Ana Paula Padrão, que estava acostumada a entrar no mercado para acompanhar as compras dos participantes, ficará o tempo todo do lado de fora. “A gente não faz mais quase nada como fazíamos antes”, diz ela, que no início se preocupou com as mudanças do reality.

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“Fiquei com medo de faltar tempo para conhecermos cada personagem, mas está dando certo. Quem estava acostumado a ‘estudar’ o ‘Masterchef’ pela estratégia de jogo não vai ter tempo para isso agora. Não dá tempo de ficar em um patamar mediano esperando chegar a hora de fazer uma estratégia com um amigo para se beneficiar lá na frente. Não vai ter prova de equipes. Não vai ter mezanino”, explica.

Concorrência não assusta

Da mesma forma que a emissora achou uma solução para gravar na pandemia, a concorrência não é um fator preocupante. A Globo segue com o ‘Mestres do Sabor’ em sua grade de programação e a Record estreia uma nova temporada do ‘Top Chef’ nesta quarta-feira (15), mas nada disso abala a equipe da Band.

“Nós somos os pioneiros. A concorrência é uma coisa saudável, que faz a gente sair do nosso eixo, mas a verdade é que temos mais experiência que eles. Estamos no mesmo segmento, mas são programas totalmente diferentes. A gente estreou em 2014 e de lá pra cá a gente já fez de tudo. A gente se concentra no próximo passo, não olhamos para quem está vindo atrás”, diz a diretora Marisa Mestiço.

Saldo positivo

A produção do reality já buscava uma forma de se reinventar depois de tantas temporadas exibidas. Ana Paula Padrão, porém, acredita que a velocidade dos episódios (por conta da pandemia) acabaram trazendo esse novo tempero.

Como cada participante sabe que só terá um dia para mostrar seu potencial, a opção é entregar tudo de si e não deixar nenhuma “carta na manga”. “Eles não entregavam a personalidade, o caráter, a capacidade de trair um ao outro logo de cara. Eles não faziam tudo que sabiam cozinhar porque ficavam guardando para a hora certa. Agora é tudo ou nada”, defende a jornalista.

Outra questão bacana é que o prêmio (R$ 5 mil) que cada campeão levar para casa, uma instituição também receberá como doação da emissora. “Teremos um prêmio em dinheiro a cada episódio. O programa está mais a cara do Brasil de hoje. Todo mundo está um pouco preocupado. Todo mundo está mais solidário. Todo mundo está mais ‘coletivo’. A necessidade de se distanciar expôs a desigualdade”, reflete Padrão.