Masp anuncia aquisição de centenas de obras artísticas de mulheres em 2019

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 01.02.2014 - Fachada do Masp (Museu de Arte de São Paulo), em São Paulo. (Foto: Raquel Cunha/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em 2019, o Museu de Arte de São Paulo (MASP) adquiriu 296 trabalhos de artistas mulheres em seu acervo. É o que revela um comunicado do museu nesta quinta-feira (23). A aquisição é consequência da programação de exposições, publicações, oficinas, cursos e palestras do eixo temático escolhido no ano passado: "Histórias das mulheres, histórias feministas".

"Esse é um passo histórico para o museu rumo a uma representação menos desigual na História da Arte em nosso acervo, conhecido principalmente pelas presenças brancas, masculinas e de origem europeia", comemora Isabella Rjeille, curadora de "Histórias feministas: artistas depois de 2000".  

As mostras individuais incluíram as artistas Akosua Adoma Owusu, Anna Bella Geiger, Anna Maria Maiolino, Catarina Simão, Djanira da Motta e Silva, Gego, Jenn Nkiru, Laura Huertas Millán, Laure Prouvost, Leonor Antunes, Lina Bo Bardi e Tarsila do Amaral. Além de duas coletivas, "Histórias das mulheres: artistas até 1900" e "Histórias feministas: artistas depois de 2000". 

Segundo o diretor artístico do museu, Adriano Pedrosa, o ano passado foi extraordinário para o MASP no que diz respeito a aquisições e programação. "O impacto disso vai de encontro a missão do museu ao se tornar, cada vez mais, uma instituição inclusiva, diversa e plural", afirma.

Foi também em 2019 que um comodato da obra "Composição (Figura só)", de Tarsila do Amaral, possibilitou que ela fosse agregada ao acervo do espaço. Atualmente, o quadro é exibido na mostra de longa duração da instituição. 

Tarsila do Amaral se tornou, no ano passado, a artista brasileira com a exposição mais visitada da história. Sua exposição no museu bateu recorde de público, com mais de 402 mil visitantes.