Marvel explora animação e multiverso na divertida, mas contida em "What If…?"

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TR

Depois de explorar seriados clássicos, política e identidade nas séries live-action, chegou a hora da Marvel experimentar o mundo da animação com What If…?, novo projeto da empresa no streaming da Disney. Tal qual suas antecessoras, a série não tira o pé da Fórmula Marvel, narrativa ágil, autorreferências e tom aventuresco como combustível, mas se dá a liberdade de imaginar como seria o mundo sem os principais Vingadores clássicos - o que já é válido, mas poderia ir além.

A verdade é que, tirando Loki quando o assunto é mitologia, todos os seriados da Marvel ficaram no quase. Os méritos vieram com formato (WandaVision) e temáticas (Falcão), mas pouco se viu avanço na vida dos heróis. Agora que o multiverso foi liberado pelo Deus da Trapaça, a audiência mais cativa se sente confortável de ver um mundo cheio de possibilidades alternativas como o sugerido em What If…?. A questão é que falta alguma ousadia para se sentir, de fato, em outro universo.

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A ideia de colocar a Agente Carter como a Capitã que tomou o soro do Super Soldado é ótima. Ela não só mostra como pouco importa o gênero do personagem que assume o manto, como mantém bem a relação dela com Rogers, agora um homem dentro de uma máquina tal qual seu rival e amigo Tony Stark. A inversão de papéis, porém, vai até a página 2, pois não há tempo para explorar qualquer possibilidade maior do que a visual em uma série animada de 24 minutos. Por outro lado, a agilidade das cenas de ação e a ótima estética do desenho envolve o espectador com a sensação de que há sim algo familiar ali, porém com um toque especial.

What If..? é divertido, ágil e mais um experimento certeiro da Marvel, que nunca tira o olho do seu próprio universo, mas parece tentar pisar em águas diferentes quando o assunto é streaming. Há muito o que explorar na série, mas o que empolga mais é a sugestão de novas versões de heróis e universos que não são 100% atrelados ao que está no cinema, ainda que façam parte da mitologia. Talvez fugir das amarras da fórmula seja enveredar para algo mais lúdico e que abra a mente da audiência. Esta estreia ainda não é isso, mas já dá pra sonhar.

*Thiago Romariz é jornalista, professor, criador de conteúdo e atualmente head de conteúdo e PR do EBANX. Omelete, The Enemy, CCXP, RP1 Comunicação, Capitare, RedeTV, ESPN Brasil e Correio Braziliense são algumas das empresas no currículo. Em 2019, foi eleito pelo LinkedIn como um dos profissionais de destaque no Brasil no prêmio Top Voice.

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