Mario Frias recebeu empresa que divulga teoria falsa na Secretaria de Cultura

***ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF,  BRASIL,  13-12-2021 - O então secretário especial de Cultura Mario Frias.  (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, BRASIL, 13-12-2021 - O então secretário especial de Cultura Mario Frias. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O agora candidato a deputado federal Mario Frias publicou nas redes sociais nesta terça-feira (14) que recebeu em seu gabinete quando ainda era secretário especial da Cultura o dono da empresa que tem divulgado uma teoria falsa de uma cidade no Norte do país denominada de "Ratanabá".

O ex-malhação afirmou que recebeu Urandir Fernandes de Oliveira, dono da Dakila Pesquisas, ainda em 2020, quando o empresário teria contado sobre a descoberta dessa "capital do mundo há 450 milhões de anos" na Amazônia, segundo divulgado pela empresa.

A teoria, que já é apotanda por especialistas como falsa, viralizou no Twitter e no TikTok nos últimos dias, impulsionada por perfis de fofoca de grande alcance.

Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, o mais completo estudo já feito sobre o cérebro dos ancestrais do ser humano identificou o período no qual a estrutura do órgão deixou de seguir o padrão ainda presente nos grandes símios, como chimpanzés e gorilas, e adotou uma organização similar à existente nas pessoas de hoje. Esse processo teria se consolidado há cerca de 1,5 milhão de anos.

Frias afirmou ainda que tinha a intenção de ir pessoalmente visitar os locais em que a empresa diz ter encontrado evidências da tal cidade quando ainda estava no cargo público, mas que foi impossibilitado de ir ao sofrer princípio de infarto.

Urandir Fernandes de Oliveira, aliás, clamou ser o principal interlocutor do ET Bilu, suposto alienígena que teria aparecido num terreno em disputa judicial.

Nascido no interior de São Paulo, ele afirmava conversar com Bilu desde os 13 anos de idade, mas só relevou a existência dele em 2009. Este foi o ano em que parte da fazenda de Oliveira foi desapropriada por decreto presidencial para se tornar uma área quilombola.

Sua empresa também difundiu documentos para refutar a ideia de que a Terra é plana e discursos contra a vacina.

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