Mario Frias cria meta de seis projetos via Lei Rouanet por dia a serem analisados

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***FOTO DE ARQUIVO****BRASILIA, DF,  BRASIL,  10-11-2020 - O secretário de cultura Mário Frias. O presidente Jair Bolsonaro durante evento sobre a retomada do Turismo, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress) ORG XMIT: AGEN2011101844748255
***FOTO DE ARQUIVO****BRASILIA, DF, BRASIL, 10-11-2020 - O secretário de cultura Mário Frias. O presidente Jair Bolsonaro durante evento sobre a retomada do Turismo, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress) ORG XMIT: AGEN2011101844748255

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Nesta terça (22), o secretário especial da Cultura Mario Frias instituiu metas para analisar prestações de contas de projetos via Lei Rouanet.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e prevê evitar o aumento do passivo de prestações de contas da Secretaria Especial da Cultura. Assim, o secretário prevê que seis processos sejam analisados diariamente, ou seja, uma média mensal de 120.

Porém, a portaria informa que "as médias diária e mensal poderão ser reestimadas conforme informações e estudos constantes nos Mapas de Responsabilidades e de Riscos".

A portaria, de acordo com o Diário Oficial da União, tem como princípio equilibrar admissões de propostas relativas ao fomento e incentivo cultural e à liquidação do passivo. Por isso, priorizará projetos referentes ao patrimônio material e imaterial, atividade museológica, projetos plurianuais e conservação de acervo.

A novidade ocorre em meio a um atraso em aprovações da Lei Rouanet que o setor cultural enfrenta. Conforme apontado por reportagem da Folha, havia mais de 200 projetos de incentivo parados no gabinete de André Porciúncula, secretário Nacional de Incentivo e Fomento à Cultura, à espera de sua assinatura para que possam receber as verbas acertadas com a iniciativa privada e serem executados.

A ausência da assinatura de Porciúncula poderia acarretar na perda de patrocínios de projetos que já foram acertados com empresas.

Como resultado disso, o setor terá um possível apagão de espetáculos culturais financiados pela Lei de Incentivo à Cultura --a LIC, o novo nome da Rouanet, principal mecanismo federal de incentivo à cultura no país--, aumentando o desemprego num dos setores que mais sofreram com a paralisação econômica durante a pandemia e que, com a segunda onda do vírus, não tem previsão de voltar a funcionar integralmente.

A pressa se deve ao prazo que está se esgotando, uma vez que a data limite para o depósito do dinheiro na conta dos produtores, por parte dos patrocinadores dos projetos, é 30 de dezembro. Nesta terça (22), cerca de 67 projetos foram aprovados por Porciúncula e publicados no Diário Oficial.