Mario Frias compara medidas de combate à pandemia ao Holocausto

Anita Efraim
·2 minuto de leitura
Marcos Corrêa/PR
Mario Frias ao lado do presidente Jair Bolsonaor (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O secretário especial de Cultura do governo federal, Mário Frias, comparou medidas de combate à pandemia do coronavírus ao Holocausto. Para o secretário, o setor de eventos também é essencial e deveria continuar funcionando.

Frias postou um trecho do filme “A Lista de Schindler”. A cena mostra pessoas em um campo de concentração e, para tentar se proteger, alegam que são “trabalhadores essenciais”. O secretário faz alusão aos estados que, para frear a propagação do coronavírus, estão fechando serviços considerados não-essenciais.

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No fim do vídeo, há a mensagem: “Por medo, estamos permitindo políticos decidirem quem é essencial e quem não é. Cuidado. Seu trabalho é essencial. Você é essencial”.

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“O setor de eventos clama para poder levar o pão para dentro de casa, para poder sustentar a própria família. Até quando um burocrata arrogante irá dizer que ele não é essencial?”, escreveu. A secretaria vetou qualquer financiamento governamental para eventos sem público.

Nas redes sociais, o Museu do Holocausto de Curitiba reagiu à publicação de Frias. “’A Lista de Schindler’, secretário? É desta forma que pretende se opor às medidas de combate à pandemia? Crê que a analogia com esta paródia agressiva não ofende sobreviventes e descendentes? Que não prejudica a construção da memória do Holocausto? Que vergonha, secretário.”

Durante a Segunda Guerra Mundial, aproximadamente 10 milhões de pessoas foram assassinadas sistematicamente pelo regime nazista. Entre as vítimas, foram mortos 6 milhões de judeus, além de comunistas, homossexuais, ciganos, Testemunhas de Jeová e outras minorias.