Marinha apresenta lancha não tripulada que será usada para fiscalizar o litoral brasileiro; veja vídeo

A Marinha do Brasil informou, nesta segunda-feira, que uma lancha não tripulada desenvolvida pela Centro de Análises de Sistemas Navais (CASNAV) está apta para entrar em operação. O veículo não tripulado deve ser usado para monitoramento e fiscalização do litoral brasileiro.

O Veículo de Superfície Não Tripulado – Experimental (VSNT-E) surgiu a partir da conversão da lancha URCA-III, também da Marinha. A embarcação passou pela instalação de uma série de sistemas eletrônicos que permitem a operação remota.

De acordo com a Marinha, este tipo de tecnologia "está cada vez mais presente nas atividades que envolvem risco, repetição ou ambientes adversos de operação".

— Suas principais vantagens são, primeiramente, a não exposição da vida de operadores a riscos inerentes a determinadas regiões de operação, como por exemplo, em operações de varredura de minas. Outra vantagem é reduzir custo da operação e a complexidade da logística atrelada. Por último, expandir a capacidade de sensores para aplicação no SisGAAZ (Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul) — disse o capitão de Mar e Guerra, Cláudio Coreixas de Moraes, encarregado na Divisão de Modelagem e Simulação do CASNAV.

A lancha não tripulada também poderá ser usada para pesquisas acadêmicas. Segundo a Marinha, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade de São Paulo (USP) já demonstraram interesse na embarcação.

O Centro Tecnológico da Marinha, no Rio de Janeiro, já abriu a possibilidade de utilização do VSNT-E em pesquisas aplicadas de pós-graduação, geridas por centros de excelência.

— Existem diversas pesquisas em nível de mestrado e doutorado nos cursos da COPPE/UFRJ sendo desenvolvidas por oficiais da Marinha do Brasil. Dentre estas, posso citar especificamente a pesquisa de Doutorado que se encontra em sua fase final, que busca avaliar a influência dos efeitos de superfície livre na manobrabilidade de embarcações submersas — disse o coordenador Executivo do LabOceano da UFRJ, Paulo de Tarso Themistocles Esperança.

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