Marina Sena fala sobre polêmica com autotune e haters: “Eu só posso rir”

Com 30 milhões de streamings no Spotify em uma única música, Marina Sena está se tornando um dos principais nomes do pop brasileiro atual. Aos 25 anos, a cantora está confirmada nos setlists dos principais festivais do país e colhe os frutos pelo sucesso de “Por Supuesto”, seu último single. Autêntica e cheia de personalidade, Marina já começa a vivenciar os bônus e o ônus da fama, como os haters. Criticada por supostamente usar autotune em uma apresentação, um recurso difital que calibra a afinação da voz, a artista ri da situação.

“Estava tendo uma onda de hate por conta de uma apresentação ao vivo minha. Teve gente que fez conteúdos de vídeo, editou e não teve coragem de dar um Google para saber o que é um autotune. Eu tenho vergonha de falar o que eu não sei. Mas eu percebo que as pessoas não têm vergonha de falar o que elas não sabem. O povo dá opinião e não sabe. E o que é que eu posso fazer? eu posso rir”.

Se acostumando aos poucos com os elogios e as críticas do público, Marina analisa que entende quem é antes de acatar qualquer fala vinda da internet.

“Quando eu vejo hater, não levo pro pessoal porque a minha opinião sobre mim mesma não advém da opinião dos outros sobre mim. A minha opinião sobre mim mesma já existe, independente da opinião do público. Até por isso que eu sou artista que sou, que eu conquistei as coisas que eu conquistei até aqui. Acho que por uma convicção ou confiança em mim mesma. A única coisa que eu tenho para falar é: ‘se você quiser continuar me odiando, não converse mais nem um minuto comigo. Você vai se apaixonar. Então é melhor não conversar e continuar me odiando'. A coisa do hater é que ele gosta de odiar!”, disse rindo.

Seu primeiro álbum solo, “De Primeira”, traz 10 composições que falam do amor sob uma ótica feminina. Começos, términos, felicidades e frustrações fazem parte dos versos cantados com o tom empoderado. Se posicionando como “100% feminista”, Marina diz que é importante buscar o empoderamento diariamente.

“A gente está todo o tempo lutando dentro de si assim para se empoderar, para se colocar e parar de ficar de canto. A gente se coloca muito de canto, muitas vezes fala: ‘não compensa brigar aqui’. Mas às vezes a gente tem que chegar e brigar. Na minha estratégia como feminista, eu chego mais brincando, quando você vê eu estou mandando em todos os caras. Acho que toda feminista tem sua estratégia, toda mulher tem sua estratégia para conseguir chegar no ponto que ela quer chegar. Mas vai demorar muito para a gente conseguir chegar a um ponto ok”, analisa.

Veja a entrevista completa no vídeo

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