Marilyn Monroe | Quem era a atriz representada no filme Blonde?

Nascida como Norma Jean Mortenson em 1º de junho de 1926, Marilyn Monroe é conhecida como uma das maiores atrizes que Hollywood já conheceu. Sua fama, no entanto, veio da exploração da sua imagem, que a transformou em um símbolo sexual.

A vida de Marilyn Monroe foi curta, já que a atriz faleceu precocemente e de forma trágica. Como forma de homenagear sua vida e carreira, surgiu o filme Blonde, protagonizado por Ana de Armas e dirigido e roteirizado por Andrew Dominik.

Blonde não é exatamente uma cinebiografia da atriz, mas uma reinvenção de sua vida. Como a própria sinopse diz, o longa é "uma crônica fictícia sobre a vida pessoal" de Marylin Monroe.

Mas quem era Marilyn Monroe? Por que a sua existência foi tão importante para o cinema?

Vida e carreira

Norma Jeane nasceu em uma família conturbada e acabou vivendo com diferentes pais adotivos. Até que, aos 16 anos, se casou com um funcionário de uma fábrica de aviões, mas se divorciou poucos anos depois.

Em 1944, Jeane começou a trabalhar como modelo e conseguiu um contrato com a 20th Century Fox dois anos depois, passando a adotar o nome Marilyn Monroe. Depois de interpretar alguns papéis pequenos, voltou a ser modelo e se destacou por posar nua para um calendário em 1949.

O trabalho como atriz voltou à vida de Monroe em 1950 em pequenos papéis, o que foi suficiente para ela conseguir um novo contrato com a Fox, já que sua aparência padrão para a época estava chamando atenção. Seus filmes exigiam que Marilyn explorasse seu lado comediante, o que deu bastante certo.

Em 1954, a atriz se casou com o jogador de basquete Joe DiMaggio, mas se divorciou oito meses depois. No ano seguinte, decidiu se dedicar ainda mais à carreira e foi à Nova York para fazer um curso de atores. Em 1956, se casou novamente, desta vez com o dramaturgo Arthur Miller. Ao longo dos próximos anos, protagonizou sucessos e fracassos, e também se divorciou mais uma vez.

O fim

Em 1961, a vida pessoal de Marilyn Monroe começou a ser afetada pela depressão, com a jovem precisando de tratamento psiquiátrico. A atriz, então, passou a viver reclusa em sua casa na região de Brentwood, em Los Angeles. Na madrugada do dia 5 de agosto de 1962, a funcionária de Monroe, Eunice Murray, percebeu que a luz do seu quarto ainda estava acesa e foi até ele.

O local estava trancado e Marilyn não respondia aos chamados, então Murray chamou o médico da atriz, Ralph Greenson. O psiquiatra conseguiu entrar no quarto pela janela, mas Monroe já havia falecido. A autópsia do corpo revelou que ela contava com uma quantidade letal de sedativos no organismo, e a morte foi registrada como possível suicídio.

Desde então, diversos rumores surgiram sobre o assunto, envolvendo até mesmo teorias da conspiração, mas nenhuma foi confirmada.

Sexismo

Marilyn morreu quando sua carreira parecia estar no auge. A atriz também protagonizou momentos marcantes da história, como cantar parabéns ao ex-presidente dos Estados Unidos, John Kennedy.

Monroe, no entanto, acabou sendo mais conhecida como um "sex symbol" em vez do seu trabalho na atuação, deixando a sua vida pessoal cada vez mais pública e envolvida em escândalos.

De acordo com uma biografia de Marilyn Monroe, escrita pela pesquisadora Lois Banner, a atriz era uma pessoa com consciência política, defendendo o movimento dos direitos civis da época. Então, a autora explica que se os movimentos feministas existissem na década de 1950 e 1960, Monroe poderia ter sido salva.

Marilyn Monroe sofria com o machismo explícito da época, sendo vítima de violência doméstica de um de seus parceiros. Além disso, os homens a tratavam ou como uma mulher com quem queriam estar, ou de forma desrespeitosa, justamente por ser um símbolo sexual.

Antes de morrer, Monroe criou a sua própria produtora visando contornar a presença majoritária de homens na indústria do cinema, contratando mais mulheres.

Filmes

Marilyn Monroe morreu precocemente, aos 36 anos, mas deixou filmes importantes em seu breve currículo, como Quanto Mais Quente Melhor, Os Deajustados, O Pecado Mora ao Lado, entre outros.

Blonde estreia na Netflix no dia 28 de setembro.

Fonte: Canaltech

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