Marília Mendonça: tudo o que aconteceu um mês após a morte da "rainha da sofrência"

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Morte da cantora Marília Mendonça completa 1 mês (Foto: Reprodução/Instagram@mariliamendonca)
Morte da cantora Marília Mendonça completa 1 mês (Foto: Reprodução/Instagram@mariliamendonca)

Por Ana Mota

A morte de Marília Mendonça completa um mês neste domingo (5) e ainda continua repercutindo e trazendo lembranças. A cantora morreu aos 26 anos em um trágico acidente de avião na cidade de Piedade de Caratinga (MG). Além da sertaneja, o produtor Henrique Ribeiro, o assessor e tio Abiceli Silveira, o piloto Geraldo Medeiros e o copiloto Tarciso Pessoa Viana, que estavam na aeronave, também não resistiram à queda.

O acidente

Marília, o tio e o assessor viajavam de Goiânia (GO) para Caratinga em um avião bimotor Beech Aircraft, da PEC Táxi Aéreo, de Goiás, com capacidade para seis passageiros. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave estava em situação regular, podendo fazer táxi aéreo.

A investigação sobre o que motivou a queda ainda está em andamento. No entanto, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) confirmou que o bimotor atingiu o cabo de uma torre de distribuição da empresa, em Caratinga, no Vale do Rio Doce, o que poderia ter motivado o acidente. Na ocasião, cerca de 33 mil clientes da região ficaram sem energia.

Além disso, o piloto comunicou duas vezes sobre o procedimento de pouso. Desta forma, a filha de Geraldo Medeiros anunciou que abrirá um processo contra a Cemig, alegando que a empresa poderia ter evitado a tragédia.

Existe também a possibilidade de pane nos motores, que ainda está sob investigação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). O órgão informou que a aeronave não tinha caixa-preta, o que dificulta a apuração.

Lei Marília Mendonça

Diante do caso, a Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado aprovou a ‘Lei Marília Mendonça’, na última terça-feira (30), um protejo que tem o objetivo de evitar acidentes aéreos por meio da sinalização de todas as linhas de transmissão, inclusive as de distribuição de energia elétrica, para que sejam identificadas por pilotos de aeronaves. Agora, a proposta segue para votação na Câmara dos Deputados.

Causa

Quem viu as imagens do avião na região rural de Caratinga e acompanhou as primeiras informações do acidente, acreditou que Marília poderia estar viva, uma vez que a aeronave não parecia destroçada.

Entretanto, a Polícia Civil de Minas Gerais confirmou que todas as vítimas morreram de politraumatismo contuso. Segundo o médico-legista Thales Bittencourt de Barcelos, a morte ocorreu em razão do choque da aeronave com o solo.

Léo

Uma das grandes dúvidas que ficaram após a tragédia foi sobre a guarda de Léo, de 1 ano e 11 meses, e único filho da cantora, fruto do relacionamento com o cantor Murilo Huff.

Pouco menos de uma semana depois do acidente, foi definido em comum acordo que o menino ficaria sob a tutela do pai e da avó materna, Ruth Moreira.

Como Léo é o único herdeiro de Marília, a lei indica que a herança - avaliada em cerca de R$ 500 milhões - vá diretamente para ele, caso não haja um testamento. Entretanto, o pequeno ainda não pode administrara fortuna. Sendo assim, todos os bens ficarão a cargo dos tutores.

Recordes

Não há dúvidas de que Marília Mendonça deixou um legado. Em 2020, ela bateu o recorde de audiência em sua primeira live na pandemia, com mais de 3,3 milhões de visualizações simultâneas.

Após a trágica notícia de sua morte, ela continuou mostrando seu sucesso, talento e a saudade que deixou nos fãs, afinal, suas músicas ganharam o Spotify, principal plataforma de áudio da atualidade, e ela se tornou a artista mais ouvida do mundo no dia 6 de novembro.

De acordo com o Spotify Daily Data, Marilia acumulou mais de 28,6 milhões de reproduções em um único dia, ficando à frente de ícones internacionais como Taylor Swift, Doja Cat, Adele e Dua Lipa.

Só no Brasil, 74 músicas da sertaneja estavam no Top 200. Já no Top 50, ela apareceu com 17 canções, sendo 3 no Top 10. 'Esqueça-me Se For Capaz', o lançamento mais recente do álbum 'Patroa 35%', com Maiara a Maraisa, liderou a lista e foi a 48ª mais escutada no mundo.

A cantora também realizou um sonho antes de morrer: posou para ser capa da revista Forbes. A edição, porém, não saiu a tempo de Marília vê-la concretizada, já que foi lançada somente no dia 18.

Homenagens

Desde o acidente, Marília vem ganhando inúmeras homenagens especiais de familiares, amigos e fãs. Uma das principais foi a da TV Globo, que dedicou a programação de todo o final de semana à cantora, exibindo seu especial 'Todos os Cantos' e outros momentos dela em atrações da emissora. As redes sociais também ficaram marcadas de publicações que carregaram imagens, ilustrações e textos emocionantes sobre a artista.

O velório, por sua vez, foi aberto ao público e reuniu milhares de fãs, que se despediram no Goiânia Arena, ginásio da capital. Após uma tarde inteira, o corpo seguiu para o cemitério em um cortejo emocionante de mais de 40 minutos. Na ocasião, o carro de bombeiros que levava Marília foi seguido por familiares, amigos e ônibus de duplas sertanejas. Além disso, durante todo o trajeto, fãs se espalharam no caminho para dar um adeus.

O luto também esvaziou os palcos, afinal, shows dos mais diversos artistas e gêneros musicais foram suspensos. Quando retomaram, também não faltaram dedicações e lembranças de Marília.

Em especial, as irmãs Maiara e Maraisa assumiram uma apresentação que Marilia faria. Henrique e Juliano também não esconderam a emoção ao lembrar da amiga nos palcos. Assim como Gusttavo Lima, que chorou ao cantar uma música da sertaneja no último dia 28. Murilo Huff, seu ex-namorado, cancelou todos os shows de novembro para se dedicar ao filho Leo.

Com a partida precoce e inesperada da cantora, outra preocupação era a banda e os funcionários de Marília Mendonça. Felizmente, eles não ficaram desamparados e foram contratados pelas duplas Maiara e Maraisa, Henrique e Juliano e Dom Vittor e Gustavo.

Um mês depois e as homenagens continuam, assim como a saudade e a dificuldade em acreditar que Marilia se for. Ela era jovem, mas teve uma carreira meteórica. Seis anos foram o suficiente para ela arrebatar corações com suas músicas. 'Rainha da sofrência' e ícone do 'feminejo', a cantora valorizava a mulher e suas variadas personalidades em suas canções. A mulher que ama, que sofre, que trai e é traída, que bebe, que é abandonada e que abandona. E foi de forma singela, mas extremamente significativa, que ela conquistou o sucesso e deixou um legado inesquecível.

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