Maria Casadevall sobre topless e feminismo: 'Nunca me senti confortável como mulher'

Maria Casadevall (Foto: Reprodução / Instagram)

Maria Casadevall, 31 anos, falou sobre seu lado questionador e engajado em causas políticas e no feminismo em entrevista ao jornal “Extra”, publicada neste domingo (17). A atriz, que desfilou em um bloco de Carnaval com os seios à mostra, revelou como foi ver suas de topless circulando na internet. Ela também abriu o jogo sobre como se descobriu feminista.

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Maria explicou, mais uma vez, que seu topless e a frase ‘Ele não’ no peito não se tratava de um manifesto ou um protesto. “Foi uma escolha minha, pessoal. Não foi uma manifestação. Gosto de deixar claro que não é uma questão de emancipação feminina. Estava ali com meus amigos. Uma coisa é a Maria pessoa privada e a Maria pessoa pública. Foi proposto um diálogo e esse diálogo aconteceu. Tenho, inclusive, a rede social para isso, para que não fique a mercê de outros setores essa discussão, que ninguém precise intermediar essa minha relação com o público”, disse ela.

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“Entendo que estava ali também numa condição favorável por poder fazer escolhas e pelos privilégios que me cercam por ser uma mulher branca, pública, estar dentro de um padrão, fatores que me colocaram e garantiriam minha integridade física. Foi uma escolha que pude fazer e isso é um privilégio”, ressaltou a atriz, que não se importou com os comentários gerados.

Não me senti massacrada pelos comentários contrários. De certa forma, foi libertador

‘Quando consegui me conectar com o feminismo foi incrível’

Por fim, Maria Casadevall conta que seu empoderamento demorou a acontecer, mas que notou que o feminismo era necessário em sua vida. “Nunca me sentia confortável como mulher mesmo. Não me sentia bem, não sabia apontar a origem desse desconforto. Fui entendendo bem aos pouquinhos. Primeiro na minha trajetória pessoal. E quando consegui me conectar com esse feminino e com os valores nos quais acredito, foi incrível”.

Ela completa: “Você dorme submissa, reproduzindo valores machistas desse modelo patriarcal e um dia você acorda com o peito de fora na Consolação. Acho que existe um processo e até as atitudes mais radicais fazem parte disso. É um esforço para mim também. Mas acredito, sempre, que podemos mudar aquilo que nos incomoda.”

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