Marcelo D2 puxa gritos de 'Marielle presente' no show do Planet Hemp

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***ARQUIVO*** Rio de Janeiro, Rj, BRASIL. 11/07/2017;  Retrato do cantor Marcelo D2 em sua casa na Gavea. ( Foto: Ricardo Borges/Folhapress)
***ARQUIVO*** Rio de Janeiro, Rj, BRASIL. 11/07/2017; Retrato do cantor Marcelo D2 em sua casa na Gavea. ( Foto: Ricardo Borges/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Planet Hemp subiu ao palco Viaduto do Chá, no centro de São Paulo, para encerrar a programação da Virada Cultural de 2022. A banda atrasou 15 minutos, e entrou em cena sem música, dando um recado. "Cuidem uns dos outros. A bruxa está solta. Estão matando a gente", disse o rapper Marcelo D2.

O grupo, que reúne uma multidão no Vale do Anhangabaú, começou tocando uma música inédita, que resgata versos de "Magrelinha", de Luiz Melodia. Depois, emendou "Dig Dig Dig", falando sobre a legalização da maconaha, tema também de "Legalize Já", tocada a seguir.

O rapper BNegão convocou o público a participar da Marcha da Maconha, que acontece no dia 11 de junho, e pediu que as rodas de bate-cabeça, espalhadas pelo Anhangabaú, se unificassem numa grande roda.

Em seguida, Marcelo D2 convocou quem se identifica como antifascista a puxar gritos de "Marielle presente", depois de cantar a música "Hip Hip Rio", que fala sobre as belezas e a violência do Rio de Janeiro.

"Eles podem matar um, dois, mas não vão matar a ideia", disse o rapper.

BNegão então comentou a operação policial na Penha, no Rio, que deixou mais de 20 mortos, e a morte de Genivaldo, homem de 38 anos assassinado em Sergipe depois de ser preso numa viatura tomada por gás lacrimogéneo.

"É prestar atenção e combater com inteligência", ele disse. D2 depois emendou, "mas uma porradinha de vez em quando não faz mal".

BNegão também comentou as denúncias de trabalho análogo à escravidão na montagem da Virada Cultural, feitas pelo padre Julio Lancelotti. "Isso acontece em muitos lugares. É importante que quem tem culpa no cartório pague por isso."

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