Marcelo D2 nega vontade de entrar para a política: ‘Escolhi a arte como forma de combate’

Foto: Reprodução/Instagram (por @fxgraphic)

As críticas de Marcelo D2 ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) não são poucas. Nas redes sociais, o cantor vira e mexe alfineta as decisões do político. Vários internautas acreditam que isso possa significar uma certa vontade de ingressar no meio, como tantos outros artistas que já abandonaram a carreira para investir em cargos públicos.

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Porém, como nem tudo o que parece é, no cruzeiro promovido pela marca Chilli Beans, D2  conversou com o Yahoo e esclareceu que não tem essa vontade, pois acredita que o discurso artístico tem um poder de influência mais forte que Brasília. “Escolhi a arte como forma de combate. Cada vez mais a gente vê que ela tem um papel importante pra caramba e acredito muito no que falo”, garante.

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Marcelo até ficou um tempo longe das redes sociais, mas achou que era hora de voltar ao Twitter e Facebook quando viu o clima de divisão no período eleitoral, em 2018. Para ele, debater e ouvir opiniões diferentes é importante, o que prejudica é a falta de paciência com os ‘haters’.

“Mando logo tomar no c*, chamo de filho da put*. Existem discussões que no calor da emoção a gente fala e se arrepende. Mas o negócio ali fica tão quente que as pessoas acabam defendendo pra caramba o que pensam”, justifica.

Na ativa

Contudo, o momento polarizado não dá espaço só para brigas nas redes. Além de unir pessoas que contam com a mesma visão, os últimos acontecimentos foram um prato cheio para Marcelo escrever e trabalhar as rimas. “O Brasil foi invadido pelos portugueses há 500 anos, então sempre foi bagunçado. Em alguns momentos mais, em outros momentos menos, mas para um artista como eu esse é um momento muito propício”, assegura.

Para o artista, um dos problemas é que nem todos os rappers pensam da mesma forma e acabam resumindo suas canções, que deveriam focar no coletivo, a peças egocêntricas. “Nos anos 90, principalmente no Brasil, o rap era sobre nós e não sobre eu. O rap, hoje, tem muito isso de ‘eu sou fod*, eu sou isso, eu sou aquilo’. Mas isso de mudar o coletivo ainda é o que me move e precisa ser resgatado”, avalia ele, que revela sentir falta de quando iniciou a carreira quando pensa em conteúdo.

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“Às vezes bate aquela saudade do que era produzido. Foram momentos muito duros, apanhei pra caramba, perdi um amigo, logo depois entrei em uma montanha russa de emoções porque assinava com a produtora, lançava vídeo, e o vídeo era proibido. Fazia show lotado e a polícia chegava para acabar com o show, então minha vida sempre foi uma guerra”, desabafa.

Com tanto a dizer, o cantor segue com a turnê “Amar é para os Fortes”, que passará pela Europa, África e rodará o Brasil inteiro. Depois, lançará um trabalho em parceria com o Planet Hemp e confessa que até pensa em investir em outro ritmo. “Quero lançar um projeto novo. Não sei se estou só com o espírito do Carnaval ou se farei isso esse ano, mas estou pensando em trabalhar com samba”, conta Marcelo.

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Por falar em mudanças, o coração do músico também já está em outra. “Estou apaixonado. Me separei depois de 20 anos e estou namorando a Luiza, uma produtora. Nós estamos juntos há cinco meses e estou muito feliz com tudo o que está acontecendo”, finaliza.

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