Marcelo D2 leva filha recém-nascida ao palco do MITA e emociona plateia no Rio

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*** FOTO DE ARQUIVO *** RIO DE JANEIRO, RJ, 11.07.2017 - Retrato do cantor Marcelo D2 em sua casa, na Gávea. O artista lançou clipe todo filmado com celular
*** FOTO DE ARQUIVO *** RIO DE JANEIRO, RJ, 11.07.2017 - Retrato do cantor Marcelo D2 em sua casa, na Gávea. O artista lançou clipe todo filmado com celular

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A julgar pela maioria das atrações, tudo levava a crer que a segunda e última noite do MITA ("Music is the Answer") teria alta voltagem política durante as apresentações do festival em sua versão carioca, que terminou neste domingo (22), no Jockey Club do Rio.

Nos palcos, a presença de Alice Caymmi, Letrux, Marcelo D2 e Gilberto Gil, artistas engajados e alinhados à esquerda, levaram o público a, por mais de uma vez, dar início ao coro "Fora Bolsonaro", para incentivá-los a dar seu recado. Não rolou.

Tirando pequenas intervenções e o leque onde se lia "Lula 2022" com o qual Leticia Novaes, a Letrux, se abanou sarcasticamente pouco antes de cantar o hino lésbico "Que Estrago", não se falou de política na tarde deste domingo.

D2 foi o mais instigado mas não caiu na pilha. Os berros pedindo a queda do presidente foram ficando mais fortes, e ele logo interrompeu: 'Deixa esse cara pra lá, esse filho da puta, quero falar de gente boa", anunciou, para em seguida chamar ao palco o veterano baterista Mamão, do Azymuth, e também o cantor e compositor Marcos Valle.

Era uma tarde "família", segundo D2, que, do palco, comemorou a presença de várias delas ali à sua frente. "Cheio de família aqui, que lindo". De fato, havia uma grande quantidade de pais, mães e filhos assistindo aos shows juntos -talvez o horário, à tarde, e o tempo bom depois de dias de chuva, tenha influenciado.

D2 entrou no clima e, além do filho mais velho, Stephan, 28 anos (aquele do "Eu me desenvolvo e evoluo com meu pai", da música "Loadeando", de 2003), antigo parceiro de shows, ele levou ao palco também a mulher, Luiza Machado.

Ela cantou e deu beijinhos na boca do marido no início da apresentação ("Participação maravilhosa!", elogiou o cantor), e ao final, voltou ao palco com a filha do casal, Maria Isabel, 9 meses de idade, no colo, para cantar mais uma música.

Família também foi o show de Gilberto Gil, a grande atração do dia. Ele já costuma se apresentar acompanhado de seus filhos, mas assim como aconteceu na versão paulistana do MITA, a estrela da vez na família foi Flor Gil, 13, neta do cantor.

"Vem, Florzinha", chamou Gil, ao apresentá-la para a plateia. "É a minha netinha", contou, emocionado, antes de engatarem juntos no sucesso "I Say a Little Prayer", de Burt Bacharach, a primeira das três que cantaram juntos.

Filha de Bela Gil e João Paulo Demasi, Flor cantou em inglês e português com o avô e fez com que o telão flagrasse muita gente emocionada nas primeiras filas. Rolou um chororô na área VIP durante boa parte do show de Gil, que teve seu auge quando ele cantou "Palco", enquanto o sol se punha, deixando o céu dourado depois de dias de chuva e frio no Rio.

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